O novo ciclo imobiliário do Litoral Norte gaúcho começa a deslocar parte de sua atenção do mar para as lagoas, os canais, as áreas de preservação e os novos corredores de mobilidade. É nesse mapa mais amplo que a D1 Empreendimentos concentra alguns de seus principais projetos.
A estratégia aparece com clareza no Mônaco Grand Marina, empreendimento planejado para a região da Lagoa dos Quadros, em Maquiné. O projeto prevê 367 lotes, unidades com áreas de até 1.345 metros quadrados e 12 hectares de lagos navegáveis, além de marina, garagem náutica, píer, atracadouro e acesso direto à lagoa.
A estrutura projetada inclui um parque de orla com 13.150 metros quadrados e 550 metros de praia natural, clube, áreas esportivas, piscina de borda infinita e espaços de convivência. O empreendimento também incorpora ao planejamento o D1 Fly, aeródromo privado apresentado como alternativa de conexão aérea com outros destinos.
A proposta representa uma mudança de escala. Em vez de concentrar a experiência de alto padrão exclusivamente dentro de um edifício ou de um lote, o projeto organiza circulação, lazer, esporte, mobilidade e relação com a água em um sistema territorial integrado.
A mesma valorização das águas interiores orienta o Occhi Marina Clube, desenvolvido em Capão da Canoa. O empreendimento possui área total superior a 336 mil metros quadrados, 409 lotes, marina integrada à Lagoa dos Quadros e uma piscina natural de 1.500 metros quadrados. O desenho urbanístico combina eixos simétricos nas áreas construídas com traçados mais orgânicos próximos às zonas ambientais.
Em 2025, o Occhi recebeu o Sinduscon-RS Premium na categoria Empreendimento Residencial de Grande Porte. O reconhecimento foi confirmado pelo Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Rio Grande do Sul, que incluiu o projeto da D1 Empreendimentos e da Allgayer Incorporações entre os vencedores da 28ª edição da premiação.
O prêmio fornece uma validação externa importante para a estratégia institucional da empresa. Em um setor no qual expressões como inovação e exclusividade são utilizadas com frequência, o reconhecimento técnico permite associar o posicionamento da marca a um resultado concreto avaliado por uma entidade representativa da construção civil.
Outro movimento estratégico aparece no Doha By Porsche Consulting, projetado para o Bairro Navegantes, em Capão da Canoa. O empreendimento oferece apartamentos de dois dormitórios e unidades com duas, três ou quatro suítes, incluindo opções com pé-direito duplo, piscinas aquecidas, espaço fitness e rooftop.
Nesse caso, o diferencial está na consultoria aplicada aos processos. Segundo a D1, a Porsche Consulting participa do projeto com metodologias voltadas à eficiência, à segurança, à transparência e ao controle das etapas construtivas. A própria Porsche Consulting informa atuar no setor imobiliário e da construção com estratégias relacionadas à produtividade, qualidade, centralidade no cliente, industrialização, digitalização e sustentabilidade.
A associação entre um empreendimento local e uma consultoria internacional sinaliza uma busca pela profissionalização da gestão, não apenas pela sofisticação estética. Em obras de alto padrão, o valor entregue depende da arquitetura, mas também do planejamento, do controle de custos, dos prazos, da qualidade dos materiais e da previsibilidade oferecida ao comprador.
Mônaco, Occhi e Doha representam frentes diferentes de uma mesma estratégia. O primeiro amplia as possibilidades de mobilidade e vida náutica. O segundo transforma a relação com a lagoa em elemento central do desenho urbanístico. O terceiro aproxima os processos da construção civil de metodologias internacionais de gestão e eficiência.
Juntos, os projetos ajudam a posicionar a D1 em uma fase do mercado imobiliário na qual o alto padrão não é definido somente pelo tamanho do imóvel ou pela quantidade de áreas de lazer. Ele passa a envolver identidade territorial, acesso, integração com a natureza, planejamento de longo prazo e qualidade de execução.
Ao trazer as lagoas para o centro da narrativa e conectar terra, água e mobilidade, a D1 propõe uma leitura mais ampla do litoral gaúcho. Uma visão em que o futuro da região não termina na faixa de areia, mas avança sobre um território formado por cidades, paisagens naturais, canais, infraestrutura e novas formas de viver.

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