O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, respondeu nesta segunda-feira (23) ao pedido de impeachment protocolado contra ele, classificando a solicitação como “juridicamente inconsistente” e baseada em distorções de informações públicas.
Segundo nota oficial da Casa Civil, o pedido carece de sustentação legal e não apresenta fatos novos ou relevantes que justifiquem sua admissibilidade.
Um dos principais pontos da denúncia envolve um suposto apoio financeiro do governo estadual à escola de samba Portela, do Rio de Janeiro. No entanto, o Executivo estadual foi categórico ao afirmar que não há definição, convênio firmado ou recurso empenhado relacionado à proposta, desmentindo qualquer uso indevido de verbas públicas.
Outros tópicos abordados na denúncia incluem o financiamento de um documentário sobre as enchentes no Estado e a implementação do sistema de pedágio free flow. A Casa Civil reforçou que todas as ações seguem os ritos institucionais, são medidas legítimas de gestão e estão abertas à fiscalização dos órgãos competentes.
A resposta do governo ainda sugere que o pedido de impeachment é movido por interesses eleitorais, partindo de um adversário político com intenções de ganhar visibilidade pública, sem apresentar embasamento jurídico robusto.
A Assembleia Legislativa do RS ainda deve avaliar o andamento do pedido nas próximas semanas.
