O ex-jogador de futebol Jô, conhecido por passagens marcantes por clubes como Corinthians, Atlético-MG e pela Seleção Brasileira, foi preso pela terceira vez por não pagamento de pensão alimentícia. A detenção mais recente ocorreu no dia 12 de junho de 2025, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, enquanto ele se preparava para embarcar em um voo.
A ordem de prisão foi motivada por uma dívida referente à pensão do filho de dois anos, fruto do relacionamento com a influenciadora digital Maiára Quiderolly. O caso ganhou repercussão nacional, principalmente pelo histórico de reincidência: em 2024, Jô já havia sido detido duas vezes pelo mesmo motivo — em maio, em Campinas (SP), e em dezembro, em Contagem (MG). Em ambas as ocasiões, ele foi liberado após efetuar o pagamento do valor estipulado pela Justiça.
A defesa do ex-atleta, representada pelo advogado Guilherme Motai, declarou que Jô tem ciência do mandado, mas enfrenta uma realidade financeira bastante diferente daquela dos tempos áureos no futebol. Alega-se ainda que a inadimplência se deve a essa mudança de condição, e que já foram solicitadas revisões judiciais no valor da pensão, ainda sem resposta favorável.
“Estamos tentando levantar recursos, inclusive com a venda de um imóvel em São Paulo, para resolver a situação de forma definitiva”, afirmou Motai.
A prisão civil por dívida alimentícia é prevista pela legislação brasileira e pode durar de um a três meses. Seu objetivo é assegurar o cumprimento da obrigação alimentar, principalmente relativa às três últimas parcelas vencidas antes da ação judicial e às que vencem durante o processo.
Atualmente sem clube, Jô enfrenta um período delicado, longe dos gramados e com dificuldade para manter os compromissos legais assumidos anteriormente. A situação reforça o debate sobre a responsabilidade parental e as consequências legais do descumprimento dessa obrigação, mesmo entre figuras públicas.
