O mercado imobiliário do Litoral Norte gaúcho reúne construtoras familiares, incorporadoras multirregionais e companhias orientadas à inovação. Dados divulgados em janeiro de 2026 indicaram VGV de R$ 1,9 bilhão em Capão da Canoa e R$ 1,7 bilhão em Xangri-Lá em 2025, evidenciando a dimensão econômica dos dois municípios.
Esse ambiente não pode ser representado por uma única empresa ou modelo de negócio. Grupo Pessi, Grupo Zona Nova, Grupo Pugen, Nazale, JOMA Construtora, D1 Empreendimentos, Monte Bello e outras marcas ajudam a compor um território no qual tradição, alto padrão, uso misto, arquitetura, engenharia, serviços e experiência do consumidor convivem em diferentes escalas.
As trajetórias públicas revelam a amplitude desse conjunto. O Grupo Pugen informa mais de quatro décadas de atuação e 27 edifícios entregues; a Nazale, fundada em 1985, registra mais de 350 mil metros quadrados construídos e quase 700 apartamentos entregues em Capão da Canoa; a JOMA relaciona sua história ao legado iniciado em 1978; e o Grupo Zona Nova mantém raízes empresariais desde 1972, com presença na construção civil a partir de 1986.
A renovação do setor aparece em projetos que incorporam novas funções urbanas. O Grupo Pessi apresenta o Markho Life Complex como uma estrutura que integra saúde, moradia, lazer, compras e negócios, enquanto a D1 afirma desenvolver empreendimentos a partir da leitura do território, com operações em Capão da Canoa, Xangri-Lá e Maquiné. Em Torres, a Monte Bello mantém portfólio associado à paisagem, à orla e à identidade local.
O próximo estágio regional dependerá da conexão entre diversidade empresarial, planejamento urbano, infraestrutura, saneamento, qualificação e segurança jurídica. Ao apresentar os players sem reduzir o setor a um ranking, a IMOB BUSINESS busca fortalecer uma leitura integrada da cadeia produtiva.

Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se