A relação de Vilmar Zanchin com o municipalismo antecede sua atuação na Assembleia Legislativa. Entre 1997 e 2012, ele exerceu mandatos eletivos em Marau, passando pela Câmara de Vereadores, pela vice-prefeitura e por duas gestões como prefeito. A experiência direta no Executivo e no Legislativo municipal formou a base de uma trajetória que, nos anos seguintes, passaria a incorporar a representação de conjuntos de municípios.
Zanchin presidiu a Amesne, a Ampla e a Famurs, três espaços institucionais ligados à articulação entre administrações municipais. Esses cargos ampliaram o contato com demandas de diferentes regiões e consolidaram uma agenda relacionada à autonomia administrativa, à distribuição de recursos e à relação entre municípios, Estado e União.
Quando chegou à Assembleia Legislativa, em 2014, o municipalismo permaneceu entre os temas associados à sua atuação. O perfil institucional do parlamentar relaciona essa bandeira à defesa de mais recursos e autonomia para as cidades, além da discussão sobre a forma como receitas e responsabilidades são distribuídas dentro da Federação.
Esse histórico também ajuda a entender a conexão entre municipalismo e outras áreas que aparecem em sua atuação pública, como agricultura, infraestrutura, saúde, educação e políticas sociais. Em municípios do interior, esses temas costumam se cruzar de maneira direta, porque a execução das políticas públicas depende de capacidade administrativa, financiamento e coordenação entre os diferentes níveis de governo.

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