Ramiro Chaves Laurent passou a ocupar, em maio de 2026, duas funções estratégicas na representação da construção civil gaúcha: a vice-presidência do Sinduscon-RS na gestão 2026–2028 e a coordenação do Escritório Regional do Litoral Norte. A posse regional ocorreu em 15 de maio, em Xangri-Lá, com a proposta de ampliar a interlocução entre empresas, entidades e administrações públicas diante dos desafios associados à expansão urbana, à infraestrutura e ao desenvolvimento econômico da região.
Empresário ligado ao Grupo Zona Nova e presidente da Associação dos Construtores e Incorporadores da Construção Civil de Capão da Canoa (ASSOCIC), Laurent reúne atuação empresarial e experiência em entidades setoriais. Essa combinação amplia a responsabilidade de sua gestão, que precisa conciliar demandas do setor produtivo com temas de interesse público, como planejamento das cidades, atualização das normas, segurança jurídica, qualificação profissional e sustentabilidade na atividade da construção.
A agenda começou a ganhar forma prática nas primeiras semanas de trabalho. Em 26 de junho, o Escritório Regional e a ASSOCIC promoveram, em Capão da Canoa, um encontro sobre os impactos da reforma tributária na construção civil, com mais de 100 participantes. Em 10 de julho, a primeira reunião-almoço sob a nova coordenação também reuniu mais de 100 pessoas e incluiu debates sobre o novo Plano Diretor de Capão da Canoa, a integração de novos associados e projetos relacionados ao turismo e ao desenvolvimento regional.
A integração dos 23 municípios do Litoral Norte aparece como um dos principais eixos da nova etapa. Segundo o Sinduscon-RS, Laurent defendeu a construção de pautas comuns para uma região marcada pela expansão imobiliária, pela chegada de novos moradores e pela diversificação das atividades econômicas ao longo do ano. O avanço desse diálogo exigirá articulação sobre licenciamento, mobilidade, saneamento, infraestrutura, uso do solo e capacidade dos serviços públicos, evitando que decisões com impacto regional sejam conduzidas de maneira isolada.
Os primeiros movimentos indicam uma transição da posse institucional para uma agenda de atuação efetiva, baseada em reuniões técnicas, aproximação com o poder público e participação de lideranças empresariais. A consolidação de Laurent como referência regional dependerá, porém, da capacidade de transformar representação em resultados mensuráveis, ampliar a cooperação entre os municípios e contribuir para que o crescimento da construção civil seja acompanhado por planejamento urbano, segurança regulatória e equilíbrio territorial.

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