A TIM pretende ampliar no Rio Grande do Sul sua rede de hubs de serviços, modelo baseado no conceito de varejo híbrido que permite a estabelecimentos comerciais incorporar produtos e atendimentos da operadora sem abandonar sua atividade principal. Atualmente, o Estado possui 23 pontos credenciados, diante de 227 no Paraná e 121 em Santa Catarina, dentro de uma rede de 371 hubs na Região Sul. A diferença entre os mercados coloca o território gaúcho entre os espaços identificados pela companhia para crescimento da iniciativa e ingresso de novos comerciantes parceiros.
A estratégia transforma estabelecimentos já inseridos na rotina das cidades em novos pontos de contato entre a operadora e seus consumidores. Pequenos mercados, redes varejistas, lojas de informática e armarinhos estão entre os perfis que podem participar. Depois de um processo gratuito de habilitação técnica, os parceiros passam a oferecer serviços da TIM e recebem remuneração por operações realizadas ou produtos comercializados. A companhia também informa investir na comunicação visual desses locais, com placas, banners e adequações de fachada.
Na prática, os hubs permitem realizar atividades como resgate e ativação de chips, emissão de segunda via de faturas e contratação de planos. O desenho cria uma relação de interesse para os dois lados: enquanto a TIM amplia sua capilaridade sem depender exclusivamente de lojas tradicionais, o comerciante incorpora uma fonte adicional de receita e pode receber consumidores atraídos pelos novos serviços. Segundo pesquisa interna apresentada pela própria operadora, 96% dos pontos participantes relatam aumento de fluxo e faturamento, e 60% desse grupo afirmam ter registrado crescimento superior a 20% no movimento após o início da parceria.
A expansão também ganha relevância quando observada pela ótica das cidades menores e das localidades afastadas dos grandes centros. Ao utilizar a estrutura de negócios que já operam nesses territórios, o modelo pode reduzir a necessidade de deslocamento dos consumidores em busca de atendimento presencial e, simultaneamente, acrescentar atividade econômica ao comércio de proximidade. Para Christian Krieger, diretor Comercial da TIM para a Região Sul, essa relação contribui tanto para levar serviços a localidades mais distantes quanto para fortalecer os estabelecimentos locais.
Com uma presença ainda significativamente menor no Rio Grande do Sul em comparação aos demais estados da Região Sul, a iniciativa abre uma frente de expansão que conecta telecomunicações, varejo e capilaridade territorial. O movimento traduz uma transformação mais ampla do ponto comercial: estabelecimentos concebidos originalmente para determinada atividade passam a agregar serviços complementares e novas possibilidades de faturamento. Para a TIM, significa ampliar sua presença física e os canais de relacionamento; para os comerciantes gaúchos, representa a possibilidade de diversificar receitas preservando a identidade do negócio original.

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