O que começou como um encontro entre amigos, em 2001, transformou-se em um dos capítulos mais longevos e afetivos da noite de Porto Alegre. Aos 25 anos, a Balonê chega a um marco histórico mantendo intacta a essência que conquistou diferentes gerações: música, irreverência, liberdade e uma pista onde não existem regras para dançar, cantar e celebrar.
Para comemorar um quarto de século de história, a Balonê realiza uma edição especial de aniversário no sábado, 5 de setembro, a partir das 22h, no Bar Ocidente, no Bom Fim. A noite reunirá DJs que fazem parte dessa trajetória, convidados especiais e um público que, ao longo dos anos, ajudou a transformar a festa em uma verdadeira referência da cultura noturna porto-alegrense.
Mais do que uma festa dedicada aos anos 80 e 90, a Balonê construiu uma identidade própria ao misturar, sem cerimônia, diferentes estilos e gerações. Na mesma pista, Xuxa pode encontrar Ramones; Nirvana divide espaço com Molejo; Depeche Mode conversa com AC/DC; Madonna encontra Banda Eva, enquanto The Cure e Gonzaguinha entram na mesma celebração.
É justamente essa mistura improvável e democrática que ajudou a manter a Balonê viva por 25 anos.
Uma pista que virou história
A história começou antes mesmo de a festa ganhar o nome Balonê. Taís Scherer e Cláudia Schumacher promoviam a Eletrochili, uma festa de música eletrônica que reunia amigos ligados às áreas de publicidade e jornalismo. Em uma das edições, convidaram o jornalista Roger Lerina e o cineasta Diego de Godoy para tocar. Havia apenas um detalhe: nenhum dos dois era DJ de música eletrônica.
A experiência acabou apontando para outro caminho. Surgiu a ideia de apostar nos clássicos dos anos 80 e criar uma festa com outra proposta. Para desenvolver os flyers, as amigas convidaram o designer Chris Petersen, que também sugeriu o novo nome.
Nascia, assim, a Balonê – Festa Very 80’s.
A primeira edição reuniu cerca de 300 pessoas. Apenas 20 dias depois, a segunda já chegava a aproximadamente 600 participantes. Era o começo de uma trajetória que, 25 anos depois, permanece presente na memória afetiva da cidade.
Em 2004, Alex Hoff passou a integrar o projeto e, atualmente, é sócio de Taís Scherer. No mesmo ano, a Balonê promoveu uma de suas grandes noites no DC Navegantes, em parceria com Beto Lewin e Zé Starosta. Cerca de 4 mil pessoas participaram da edição, que teve como atração a cantora Rosana, um dos grandes nomes da música brasileira dos anos 80.
Ao longo de sua trajetória, a Balonê ocupou diferentes bares e espaços de Porto Alegre e do interior do Estado, participou do Planeta Atlântida e abriu shows de artistas internacionais como Erasure, Pet Shop Boys, 10.000 Maniacs, Information Society, Kon Kan e Double You.
A festa também esteve presente em celebrações como os 20 anos da Casa de Cultura Mario Quintana e os 25 anos da peça Bailei na Curva.
Pelos seus palcos passaram ainda nomes como Léo Jaime, Pepeu Gomes, Ritchie, Wando, Sidney Magal, Rosana, Elke Maravilha, Rita Cadillac e Gretchen, entre tantos artistas que ajudaram a construir a memória musical de diferentes gerações.
De pais para filhos
Uma das maiores provas da longevidade da Balonê está justamente na transformação do seu próprio público. Quem frequentava as primeiras edições hoje cresceu, formou família e, em muitos casos, passou a levar os filhos para conhecer a festa.
Foi desse movimento que nasceu o Balonê Kids, uma versão em formato de matinê criada especialmente para reunir famílias e aproximar novas gerações da atmosfera da festa.
A Balonê deixou, assim, de ser apenas uma noite de nostalgia para se transformar em uma experiência compartilhada entre pais, filhos e amigos.
Nem uma pandemia conseguiu apagar a pista
A história de 25 anos também inclui um dos períodos mais difíceis para o setor de eventos. Durante a pandemia, quando as pistas precisaram ser fechadas, a Balonê encontrou novas maneiras de permanecer próxima do público.
Entre abril de 2020 e agosto de 2021, foram realizadas lives mensais. Em julho de 2020, a festa promoveu uma edição drive-in em parceria com o Grupo Austral. Em setembro daquele ano, celebrou seus 19 anos em uma transmissão ao vivo diretamente do Ocidente, com a presença apenas dos DJs.
Quando os eventos presenciais puderam retornar, em setembro de 2021, a Balonê voltou a ocupar a pista.
“Foi um período muito desafiador para todo mundo, especialmente para quem trabalha com eventos. A gente não queria simplesmente desaparecer. Encontramos maneiras de continuar fazendo a Balonê acontecer e de manter esse vínculo com o nosso público. Por isso, quando falamos de uma trajetória sem interrupção, é porque, mesmo quando não podíamos ocupar a pista, a festa continuou existindo”, destaca Taís Scherer.
25 anos, a mesma vontade de dançar
A longevidade da Balonê está justamente na capacidade de se reinventar sem perder sua essência. São 25 anos acompanhando mudanças de comportamento, novas gerações e diferentes fases da cidade, mas mantendo uma característica que permanece a mesma: a liberdade de misturar referências e reunir pessoas em torno da música.
Para Taís Scherer e Alex Hoff, sócios do projeto, essa conexão entre gerações é uma das maiores conquistas da festa.
“A Balonê nasceu para ser uma festa democrática, divertida e sem preconceitos musicais. O que mais nos emociona nesses 25 anos é olhar para a pista e encontrar pessoas que estão conosco desde o começo, ao lado de quem está chegando agora. Conseguir manter essa conexão por tanto tempo é algo muito especial.”
Na edição comemorativa, a trilha sonora ficará por conta de Taís Scherer, Roger Lerina, Feijão, Adriana Banana, Diego de Godoy (dgdg) e Cláudia Schumacher, nomes que fazem parte da história da festa.
Aos 25 anos, a Balonê continua sendo aquele lugar onde a nostalgia encontra a descoberta, onde diferentes tribos cabem na mesma pista e onde uma música pode fazer gerações inteiras cantarem juntas.
Porque algumas festas passam. Outras entram para a história. A Balonê escolheu ficar.
Balonê 25 Anos – Edição Especial de Aniversário
Quando: sábado, 5 de setembro, às 22h
Onde: Bar Ocidente – Av. Osvaldo Aranha, 960, esquina com João Telles – Bom Fim, Porto Alegre
DJs: Taís Scherer, Roger Lerina, Feijão, Adriana Banana, dgdg e Cláudia Schumacher
Ingressos: Lote 3 – R$ 80 + taxa
Venda online: www.balone.com.br
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