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Terça-feira, 09 de Junho 2026
Musica e Arte

Bolsa de Arte reabre em Porto Alegre e inaugura nova fase com exposição que reúne ícones da arte brasileira e internacional

Parceria com Almeida & Dale fortalece presença da galeria no circuito nacional e internacional; mostra inédita "Stromboli" reúne mais de 50 artistas em uma reflexão sobre as transformações do corpo e do mundo contemporâneo

Simone Martins
Por Simone Martins
Bolsa de Arte reabre em Porto Alegre e inaugura nova fase com exposição que reúne ícones da arte brasileira e internacional
Divulgação Almeida & Dale
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A arte contemporânea ganha um novo capítulo no Rio Grande do Sul. Após anunciar uma importante reestruturação estratégica, a Bolsa de Arte reabre suas portas em Porto Alegre no próximo dia 13 de junho com a exposição coletiva inédita Stromboli, marcando oficialmente o início de uma nova fase da galeria. O momento é celebrado pela consolidação da parceria com a Almeida & Dale, uma das mais relevantes galerias do país, ampliando a projeção da instituição gaúcha no cenário artístico brasileiro e internacional.

Com 46 anos de trajetória dedicados à arte, a Bolsa de Arte inicia um ciclo de expansão que preserva suas raízes em Porto Alegre, ao mesmo tempo em que fortalece sua inserção em uma rede nacional de atuação. A união entre as duas galerias representa um movimento estratégico que amplia intercâmbios, oportunidades e diálogos entre artistas, colecionadores e instituições culturais.

A nova etapa será conduzida pelos sócios-diretores Marga Pasquali, Egon Kroeff, Antonio Almeida e Carlos Dale, responsáveis por implementar um programa artístico renovado, uma identidade atualizada e uma atuação integrada aos principais circuitos de arte do Brasil e do exterior.

Uma exposição sobre corpos, tensões e transformações

Com curadoria de Bernardo José de Souza, Stromboli reúne mais de 50 artistas de diferentes gerações, períodos históricos e nacionalidades em uma reflexão sobre as transformações físicas, emocionais, sociais e simbólicas que atravessam o corpo humano.
Tomando como referência o vulcão italiano que dá nome à mostra, a exposição utiliza a ideia da erupção como metáfora para um mundo em constante instabilidade e transformação. Processos geológicos, físicos e psíquicos se encontram em um percurso que investiga tensões, rupturas, memórias, violências e reinvenções.

A mostra estabelece diálogos entre mestres da arte moderna brasileira, como Cândido Portinari, Iberê Camargo, Di Cavalcanti e Tarsila do Amaral, e importantes nomes da produção contemporânea, entre eles Adriana Varejão, Camila Elis, Eduardo Haesbaert, Mauro Fuke, Marina Borges, Letícia Lopes e Saint Clair Cemin.
"Stromboli conecta artistas de um amplo arco geográfico e geracional para especular sobre as transformações sofridas pelo corpo tanto na vida quanto na arte", destaca o curador Bernardo José de Souza.

Estrutura ampliada e olhar para o futuro

A reabertura também apresenta ao público uma galeria renovada. A sede da Bolsa de Arte passou por uma ampla reforma assinada pelo arquiteto Alberto Rheingantz, ampliando seus espaços expositivos e adequando a estrutura aos mais elevados padrões internacionais de conservação e apresentação de obras.
As mudanças permitirão a realização simultânea de exposições e projetos curatoriais de maior escala, reforçando o compromisso da instituição com a excelência artística e a formação de novos públicos.

Legado que atravessa gerações

Fundada em 1980, a Bolsa de Arte construiu uma trajetória decisiva para a consolidação da arte contemporânea no Sul do Brasil. Sob a direção de Marga Pasquali desde 1986, a galeria tornou-se referência nacional por seu olhar atento tanto para artistas históricos quanto para novas produções.
Entre 2014 e 2024, manteve também uma sede em São Paulo, criando uma ponte entre dois dos principais polos culturais do país. Agora, ao concentrar novamente sua atuação em Porto Alegre, a instituição reforça sua vocação de conectar o circuito artístico gaúcho ao Brasil, ao Mercosul e ao cenário internacional.

Mais do que uma reabertura, a nova fase da Bolsa de Arte representa um movimento de renovação, expansão e fortalecimento da arte contemporânea produzida e pensada a partir do Sul do país.

FONTE/CRÉDITOS: Andréa Spalding - Jornalista Simone Martins
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Simone Martins

Publicado por:

Simone Martins

Simone Martins, comunicóloga, Jornalista, Assessora de Imprensa com mais de 20 anos de experiência nas áreas de Comunicação e Marketing. Produtora de eventos e proprietária da SM Assessoria de comunicação e Imprensa.

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