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Quarta-feira, 16 de Setembro 2026
Moda

O mapa da moda em Nova York: o que os brasileiros estão comprando durante a Fashion Week

Entre outlets, streetwear, moda esportiva e luxo aspiracional, turista brasileiro revela um novo jeito de consumir moda na capital mundial das tendências

Simone Martins
Por Simone Martins
O mapa da moda em Nova York: o que os brasileiros estão comprando durante a Fashion Week
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Nova York volta a ser, em setembro, o grande palco mundial da moda. Com a realização da New York Fashion Week (NYFW) e a cidade tomada pelo movimento do US Open, as vitrines, ruas e grandes lojas da metrópole também se transformam em termômetros dos novos hábitos de consumo.

Mas, afinal, o que os brasileiros procuram quando desembarcam na capital fashion do mundo?

Um levantamento inédito da Nomad, fintech brasileira especializada em soluções financeiras globais, revela um retrato curioso desse comportamento. A partir da análise de dados proprietários, a empresa identificou as 15 lojas de vestuário mais procuradas por turistas brasileiros em Nova York, mostrando que o consumidor nacional combina desejo de moda, praticidade, marcas reconhecidas e, principalmente, estratégia na hora de gastar em dólar.

O resultado desenha um verdadeiro mapa da moda brasileira em Nova York  e mostra que o turista está cada vez mais atento à relação entre preço, marca, tendência e experiência de compra.

O fenômeno dos achados fashion

O primeiro lugar do ranking pertence à Macy's, seguida pela japonesa Uniqlo. Na sequência aparecem TJ Maxx, Burlington e Marshalls, confirmando a força do modelo off-price entre os brasileiros.

A lógica é clara: encontrar peças de marcas conhecidas por valores significativamente inferiores aos praticados no varejo tradicional.

Mais do que economizar, o consumidor busca a sensação de fazer um bom negócio fashion. A possibilidade de encontrar produtos de grifes internacionais com descontos que podem chegar a 70% transforma os grandes outlets e lojas de departamento em verdadeiros destinos de caça aos achados.

No ranking da Nomad, a Century 21, outro endereço tradicional das compras em Nova York, aparece na oitava posição.
Uniqlo: quando funcionalidade também vira moda

A segunda colocação, ocupada pela Uniqlo, revela outro comportamento do turista brasileiro: a compra estratégica.

Conhecida por suas peças funcionais e tecnologia aplicada ao vestuário, a marca japonesa atende especialmente quem precisa adaptar o guarda-roupa às mudanças climáticas de Nova York.
Blusas térmicas, casacos leves e peças versáteis entram na mala não apenas como necessidade, mas como parte de um guarda-roupa urbano, confortável e contemporâneo.

É a moda que acompanha o ritmo acelerado de quem atravessa Manhattan a pé, entre passeios, restaurantes, museus, eventos e, claro, compras.

Luxo aspiracional ganha espaço

Se o brasileiro quer economizar em algumas compras, também demonstra disposição para investir em peças capazes de carregar marca, design e status.

É nesse território que aparece a Tory Burch, na décima posição, à frente de nomes tradicionais do luxo, como Louis Vuitton, que ocupa a 12ª colocação.

O dado evidencia a força do chamado luxo aspiracional: produtos de grifes reconhecidas, com forte identidade visual e desejo associado à marca, mas que ainda podem representar uma porta de entrada mais acessível para o universo premium.

A escolha revela um consumidor que não necessariamente procura a peça mais cara, mas aquela que consegue unir desejo, reconhecimento e valor percebido.

O esporte invade definitivamente o guarda-roupa

A atmosfera do US Open também ajuda a explicar outro movimento importante identificado pelo levantamento: a consolidação da moda esportiva como linguagem fashion.

Nike aparece na sexta posição, enquanto Foot Locker ocupa a 13ª e Adidas, a 14ª.
Juntas, as marcas traduzem a força do sportswear, dos tênis e da cultura sneakerhead entre os brasileiros. O tênis deixou há muito tempo de ser apenas um item para a prática esportiva. Hoje, é peça central de produções urbanas e símbolo de estilo, personalidade e pertencimento.

Em Nova York, essa transformação fica ainda mais evidente. O streetwear, a estética esportiva e a moda casual convivem naturalmente com o luxo e com a alta moda nas ruas da cidade.
Entre Zara, H&M e Victoria's Secret

O ranking também mostra a diversidade do consumo brasileiro.
A Zara, sétima colocada, reforça a busca por tendências internacionais e pelo chamado fast fashion. Já a Victoria's Secret, na nona posição, mantém sua força como marca de desejo e referência no universo da lingerie e da moda feminina.
A Saks, na 11ª posição, representa o segmento de luxo e grandes lojas de departamento, enquanto H&M, na 15ª colocação, completa o ranking.

O cenário revela que não existe apenas um consumidor brasileiro em Nova York. Existem diferentes perfis convivendo na mesma viagem: o caçador de descontos, o apaixonado por tênis, o consumidor de tendências, o turista que busca praticidade e aquele que deseja levar na mala um pouco do universo das grandes grifes.

Um consumidor mais estratégico

Para Bruno Guarnieri, CRO da Nomad, os dados mostram uma mudança na maneira como o brasileiro se relaciona com o consumo internacional.

“O que esses dados nos mostram é que o turista brasileiro aprendeu a ser um consumidor mais estratégico.”

Segundo o executivo, planejamento financeiro e escolha dos destinos de compras caminham juntos, permitindo que o consumidor busque diferentes propostas de valor durante a viagem.

O ranking da moda brasileira em Nova York

As 15 lojas de vestuário mais compradas por brasileiros em Nova York, segundo dados da Nomad:

Macy's
Uniqlo
TJ Maxx
Burlington
Marshalls
Nike
Zara
Century 21
Victoria's Secret
Tory Burch
Saks
Louis Vuitton
Foot Locker
Adidas
H&M

Moda também é comportamento

O levantamento mostra que a experiência de moda em Nova York vai muito além das passarelas da Fashion Week.
Ela está nas vitrines, nos outlets, nos tênis que cruzam Manhattan, nas bolsas de grife, nas peças funcionais e nas escolhas feitas por brasileiros que chegam à cidade cada vez mais preparados para consumir.
Entre o desejo pelo luxo e a inteligência do desconto, o brasileiro constrói seu próprio mapa fashion em Nova York.

FONTE/CRÉDITOS: Nomad / Lema - Jornalista Simone Martins
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Simone Martins

Publicado por:

Simone Martins

Simone Martins, comunicóloga, Jornalista, Assessora de Imprensa com mais de 20 anos de experiência nas áreas de Comunicação e Marketing. Produtora de eventos e proprietária da SM Assessoria de comunicação e Imprensa.

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