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Quarta-feira, 02 de Setembro 2026
Policial

Edelvânia Wirganovicz, condenada pela morte de Bernardo Boldrini, é encontrada morta em cela

Edelvânia Wirganovicz, presa pelo homicídio triplamente qualificado do menino Bernardo em 2014, foi achada com sinais de enforcamento em sua cela. Polícia investiga possível suicídio.

Reporter Medeiros
Por Reporter Medeiros
Edelvânia Wirganovicz, condenada pela morte de Bernardo Boldrini, é encontrada morta em cela
Edelvânia Wirganovicz foi condenada a 23 anos de reclusão, dos quais, 21 anos e 4 meses pelo homicídio e 1 ano e 6 meses por ocultação de cadáver. Foto: Arquivo/TJ-RS
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PORTO ALEGRE (RS) — Uma das condenadas pelo assassinato de Bernardo Uglione Boldrini, ocorrido em 2014, foi encontrada morta nesta terça-feira (22) dentro de uma cela no Instituto Penal Feminino, em Porto Alegre. Edelvânia Wirganovicz, de 51 anos, cumpria pena de 23 anos de reclusão, sendo 21 anos e 4 meses por homicídio e 1 ano e 6 meses por ocultação de cadáver.

A informação foi confirmada pela Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), que divulgou nota oficial apontando que a detenta apresentava “sinais de aplicação” — termo usado para indicar marcas físicas no corpo, compatíveis com possível autoagressão. A suspeita inicial é de suicídio, mas a Polícia Civil e o Instituto Geral de Perícias (IGP) investigam as causas exatas da morte. A Corregedoria-Geral do Sistema Penitenciário também acompanha o caso.

Edelvânia era amiga de Graciele Ugulini, madrasta de Bernardo, e segundo a Justiça, colaborou diretamente com o crime. Foi ela quem levou os investigadores até o local onde o corpo do menino foi enterrado, às margens do rio Mico, em Frederico Westphalen.

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Relembre o caso

Bernardo Boldrini, de 11 anos, desapareceu no dia 4 de abril de 2014, na cidade de Três Passos, no Noroeste do Rio Grande do Sul. Seu corpo foi encontrado dez dias depois, enterrado verticalmente em uma cova rasa em uma propriedade rural. A brutalidade do crime chocou o país.

No mesmo dia em que o corpo foi localizado, a polícia prendeu o pai da criança, Leandro Boldrini, a madrasta Graciele Ugulini, Edelvânia Wirganovicz e seu irmão, Evandro Wirganovicz. As investigações apontaram que o assassinato foi planejado e executado por todos os envolvidos.

Em 2019, todos foram condenados:

  • Graciele Ugulini recebeu pena de 34 anos e 7 meses por homicídio quadruplamente qualificado e ocultação de cadáver;

  • Leandro Boldrini, 31 anos e 8 meses de prisão;

  • Evandro Wirganovicz, com pena menor, já cumpriu os 9 anos e 6 meses estabelecidos;

  • Edelvânia, agora falecida, havia cumprido parte da pena e estava em regime semiaberto.

A morte de Edelvânia reacende o debate sobre o sistema prisional brasileiro, especialmente no que diz respeito ao suporte psicológico oferecido a apenados e às condições dentro das unidades prisionais.

FONTE/CRÉDITOS: Redação PoaNews - Marcos Medeiros
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Publicado por:

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Jornalista e assessor de comunicação, com atuação em produção de conteúdo informativo, institucional e sindical. Desenvolve reportagens e projetos estratégicos com foco em credibilidade, transparência e responsabilidade social.

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