Um encontro entre amigos terminou em tragédia na noite de 4 de dezembro de 2025, na Ilha da Pintada, bairro Arquipélago, em Porto Alegre. O jovem Leonardo Silva Couto, de 29 anos, morreu após cair na água e ser atingido pela hélice de uma lancha no atracadouro de um bar na Rua dos Pescadores, onde três casais participavam de uma confraternização. A embarcação, que havia sido alugada e estava regularizada, estava prestes a deixar o local quando o acidente ocorreu.
Circunstâncias do acidente
Segundo relatos colhidos pelas autoridades, Leonardo se preparava para embarcar quando um tripulante de 44 anos, responsável por auxiliar na operação, acionou o manete de comando, provocando o avanço inesperado da lancha em direção ao cais. O movimento brusco fez com que a vítima perdesse o equilíbrio e caísse na água.
As mulheres que estavam a bordo gritaram alertando sobre a queda. Mesmo assim, o mesmo tripulante teria acionado novamente o manete, desta vez colocando a embarcação em marcha ré, instante em que a hélice atingiu Leonardo. As lesões foram tão graves que a morte foi imediata.
Amigos e frequentadores do local relataram momentos de desespero, com a tentativa de localizar a vítima na água antes da chegada do resgate.
Resgate e perícia
O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul classificou a remoção do corpo como uma operação de alta complexidade, devido à profundidade, ao posicionamento submerso e às lesões extremas causadas pelas lâminas da hélice. A equipe levou vários minutos para conseguir retirar o corpo com segurança.
O Instituto-Geral de Perícias (IGP) realizou levantamentos no local, incluindo análise da embarcação, do posicionamento do motor e coleta de depoimentos iniciais.
Tripulante embriagado e preso
O tripulante de 44 anos, que estava habilitado para operar embarcações, foi submetido ao teste do etilômetro, que indicou embriaguez. Ele foi preso em flagrante por homicídio simples. Em depoimento preliminar, o homem negou ter manuseado o comando nos momentos que antecederam o acidente.
A Polícia Civil abriu inquérito para apurar todas as circunstâncias da morte. Testemunhas, imagens e laudos técnicos deverão esclarecer se houve falha humana, negligência ou imprudência na operação da lancha.
Luto e investigação
A morte de Leonardo chocou familiares e moradores da Ilha da Pintada, área conhecida pela forte relação com o rio e pelo movimento noturno de bares e embarcações. A investigação segue sob responsabilidade da Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que pretende concluir o caso nas próximas semanas.
A lancha permanece apreendida para análises complementares. A empresa responsável pela locação informou que colaborará integralmente com as autoridades.

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