Quando as primeiras canções do repertório tradicionalista começaram a tocar, não faltaram vozes para acompanhar os refrões. A tarde deste sábado (19) foi de celebração dos costumes e das tradições do Rio Grande do Sul no São Pietro Sênior Três Figueiras, em uma confraternização alusiva à Semana Farroupilha, que reuniu cerca de 50 residentes.
Durante a apresentação do cantor Giovani Dorneles Sagastume e do gaiteiro Diego Gonzalez, uma das residentes mais animadas foi Léa de Mello, de 83 anos. Ela lembrou dos tempos de colégio, em que cantava os hinos e canções importantes da cultura gaúcha em celebrações cívicas. “Não concordo com tudo da tradição farroupilha, perdemos a guerra, mas é com muito orgulho que canto, porque a convivência do povo gaúcho deve permanecer pelas próximas gerações", destacou.
Para Elizabeth de Castro, 77 anos, resgatar a tradição gaúcha é também uma maneira de resgatar a alegria e o carinho entre os idosos. "Muitos ficam isolados e, quando temos esse tipo de atividade, todo mundo conversa, brinca e ri", afirmou. A programação aproximou moradores de diferentes idades a partir de uma relação em comum com a cultura gaúcha.
Segundo Daniel Giaccheri, sócio-fundador da São Pietro Sênior, momentos como esse reforçam a importância da convivência na longevidade. “Essas ações estimulam o encontro entre os moradores e fortalecem vínculos. As tradições gaúchas criam uma conexão muito natural entre pessoas que compartilham referências e experiências de vida", afirma.
A confraternização integrou a programação do mês Farroupilha promovida pelo residencial, que também contou com uma apresentação de danças do CTG Raízes do Sul Juvenil no dia 5 de setembro. Em uma tarde marcada pela convivência e pela troca de histórias, os moradores reafirmaram laços com a cultura do Estado e com a sua "querência amada", preservando tradições que atravessam gerações.



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