O caso da jovem brasileira Juliana Marins, de 22 anos, que faleceu durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia, ganhou novos desdobramentos com a divulgação do laudo médico. Juliana sofreu uma queda de aproximadamente 300 metros, ficando por quase quatro dias desamparada em uma zona de acesso extremamente difícil, sem alimentos, água ou auxílio imediato.
Segundo a análise das autoridades médicas locais, a causa da morte foi multifatorial, resultante da combinação de:
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Falência múltipla de órgãos
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Hipoglicemia (níveis perigosamente baixos de açúcar no sangue)
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Desidratação severa
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Hipóxia por altitude (reduzido nível de oxigênio)
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Hipotermia (baixas temperaturas extremas)
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Colapso hidreletrolítico (desequilíbrio grave dos minerais e fluidos no corpo)
O quadro clínico aponta que o corpo de Juliana entrou em colapso progressivo, com agravamento de falência renal, acidose metabólica e possíveis distúrbios cardíacos. A somatória desses fatores culminou em parada cardíaca.
Juliana havia iniciado a trilha sozinha e, após sofrer o acidente, não conseguiu acionar socorro imediato. Seu corpo foi encontrado apenas dias depois, o que, segundo especialistas, comprometeu as chances de sobrevivência.
Familiares e amigos da jovem no Brasil ainda tentam lidar com a tragédia. O Itamaraty acompanhou o caso e prestou suporte à família para o translado e procedimentos legais.
A morte de Juliana expõe os riscos das trilhas em regiões extremas e ressalta a importância da prática segura de atividades ao ar livre, com guias especializados, equipamentos adequados e acompanhamento constante.
