O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) visitou o Muro das Lamentações, em Jerusalém, no dia 4 de dezembro de 2025, e deixou um bilhete pedindo a libertação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A mensagem, escrita em português e inglês — “Solta o Bolsonaro” e “Free Bolsonaro” — foi colocada entre as pedras do local sagrado, seguindo a tradição de fiéis e peregrinos que depositam orações e pedidos pessoais.
O momento foi registrado em vídeo e compartilhado nas redes sociais do parlamentar, que ressaltou tratar-se de um costume comum no ponto turístico e religioso mais visitado do judaísmo. Eduardo citou pedidos como “saúde”, “família” e “liberdade” ao contextualizar a ação.
Reunião com Netanyahu e agenda política
Durante a viagem, Eduardo Bolsonaro também esteve com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em encontro realizado no Knesset, o parlamento israelense. A reunião foi divulgada pelas equipes de comunicação de ambos e destacou temas de aproximação bilateral, segurança e relações internacionais.
O deputado mantém vínculos políticos com lideranças israelenses desde o período em que presidiu a Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados.
Contexto: apelos pela libertação de Jair Bolsonaro
A visita ocorre em meio à crescente mobilização pública da família Bolsonaro pela libertação do ex-presidente, que cumpre pena após condenação pelo Supremo Tribunal Federal por envolvimento na tentativa de golpe para impedir o resultado das eleições de 2022.
Vídeos publicados no Instagram e no YouTube por Eduardo e apoiadores viralizaram nas redes, ampliando o alcance do gesto simbólico em Israel. A ação despertou reações diversas no debate público, dividindo críticas e manifestações de apoio.
Repercussão
Especialistas em comunicação política avaliam que o gesto reforça a estratégia da família Bolsonaro de manter mobilizada sua base de apoiadores em momentos de desgaste jurídico e político. O simbolismo religioso agregado ao Muro das Lamentações ampliou a visibilidade da mensagem, que repercutiu amplamente entre parlamentares, analistas e usuários nas plataformas digitais.
Apesar das interpretações políticas, o governo israelense não se manifestou oficialmente sobre o episódio.
