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Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente da República neste domingo, 25 de outubro de 2026, após superar Flávio Bolsonaro (PL) e reverter a desvantagem registrada no primeiro turno. Segundo a Folha de S.Paulo, o Tribunal Superior Eleitoral confirmou a vitória às 21h10. Com 99,77% das urnas apuradas, Lula tinha 51,76% dos votos válidos, contra 48,24% do adversário. O resultado assegura seu quarto mandato presidencial e registra uma virada inédita nas disputas pela Presidência desde a retomada das eleições diretas, em 1989.
A recuperação ganhou dimensão porque a primeira votação havia deixado o presidente em posição desfavorável. Flávio terminou aquela etapa com 47,03% dos votos válidos, ante 45,16% de Lula, conforme os números reproduzidos pela Folha. A cobertura do UOL descreve uma campanha inicialmente marcada por dificuldades de organização e conflitos internos, além de uma comunicação concentrada no legado do presidente. O resultado exigiu uma revisão de rota: para conquistar um novo mandato, a candidatura precisava apresentar respostas sobre o futuro e ampliar sua capacidade de mobilização.
As afrontas e os embates da disputa se expressaram em uma campanha de forte hostilidade política. A Folha descreveu o primeiro debate do segundo turno como marcado por grosserias e o encontro de 23 de outubro como igualmente agressivo, embora mais contido. Nesse ambiente, a retomada de Lula envolveu mudanças no comando da campanha e reforço da atuação digital, com protagonismo de André Janones. A reorganização mostra que a vitória foi precedida por ajustes concretos na maneira de disputar a atenção pública e comunicar as propostas.
Nas ruas e nas redes, a reação ganhou visibilidade na reta final. Segundo o UOL, o canal de WhatsApp “Exército de Lula” alcançou 10,8 milhões de seguidores, enquanto manifestações de apoio ampliaram a presença pública da candidatura, incluindo um ato na avenida Paulista na véspera da votação. Esses registros ajudam a compreender a dimensão da mobilização, mas não permitem calcular isoladamente quantos votos ela produziu. A leitura política do processo aponta para a capacidade de Lula de reativar sua base e transformar uma situação adversa em esforço coletivo pela continuidade de seu governo.
A vitória ocorreu também em um domingo de dificuldades no transporte de eleitores e ampliação do horário de votação, conforme relatou a Agência Pública. Ao final, a superação da desvantagem eleitoral acrescentou um novo capítulo à trajetória do presidente e evidenciou sua capacidade de recuperação em uma disputa competitiva. A renovação do mandato, porém, traz responsabilidades que ultrapassam a campanha: dialogar com quem votou no adversário, negociar com o Congresso e transformar os compromissos apresentados aos eleitores em resultados. É nessa passagem da mobilização eleitoral para a execução de políticas públicas que o novo governo será avaliado.

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