Aguarde, carregando...

Quinta-feira, 13 de Agosto 2026
IMOB BUSINESS

O futuro do imóvel será medido também pelo carbono: sustentabilidade entra no centro das decisões do setor

Com edifícios e construção ligados a 34% das emissões globais de CO₂, segundo o UNEP e a GlobalABC, a nova coluna de Alexandre S. Tavares na IMOB BUSINESS nasce para traduzir a transição energética e aproximar ciência, mercado e sociedade.

Reporter Medeiros
Por Reporter Medeiros
O futuro do imóvel será medido também pelo carbono: sustentabilidade entra no centro das decisões do setor
Imagem / Divulgação
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Durante décadas, o mercado imobiliário aprendeu a medir valor por localização, arquitetura, metragem, infraestrutura, custo e potencial de valorização. A transição energética acrescenta uma pergunta que tende a ganhar espaço nas decisões do setor: qual é a pegada energética, ambiental e de carbono daquilo que estamos construindo? O Global Status Report for Buildings and Construction 2024/2025, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP) e da Global Alliance for Buildings and Construction (GlobalABC), aponta que edifícios e construção consomem cerca de 32% da energia global e respondem por aproximadamente 34% das emissões mundiais de CO₂. A dimensão desses números coloca a sustentabilidade diretamente no debate sobre construção civil, planejamento urbano, eficiência dos ativos e preparação do setor para uma economia cada vez mais atenta a critérios climáticos e energéticos.

Descarbonizar o ambiente construído não significa simplesmente “retirar carbono do ar”. Significa reduzir emissões ao longo do ciclo de vida dos edifícios: na produção e escolha de materiais, no canteiro, no transporte, no consumo de energia, na climatização, na operação e nas reformas. Isso conecta eficiência energética, eletrificação, fontes renováveis, arquitetura bioclimática, gestão de resíduos, materiais de menor impacto e qualidade ambiental interna. A Agência Internacional de Energia (IEA) destaca que medidas de eficiência podem reduzir gases de efeito estufa e poluentes atmosféricos, com benefícios potenciais para a qualidade do ar quando acompanhadas de ventilação e projeto adequados. A transição energética, portanto, não se resume à tecnologia instalada sobre um prédio: começa na maneira como ele é concebido, construído, operado e integrado à cidade.

Mas nenhuma transição dessa escala acontece apenas com equipamentos. Ela exige educação de incorporadores, construtores, engenheiros, arquitetos, corretores, investidores, gestores públicos e consumidores para compreender conceitos como eficiência, emissões incorporadas, energia renovável, eletrificação, desempenho ambiental e neutralidade de carbono. O IPCC identifica os edifícios como parte relevante das estratégias globais de mitigação e aponta possibilidades envolvendo suficiência, eficiência e renováveis. Esse conhecimento precisa sair dos relatórios técnicos e alcançar as decisões cotidianas. Educação para a sustentabilidade não pode significar decorar siglas ou repetir discursos verdes; precisa significar capacidade de fazer perguntas melhores, avaliar evidências, comparar soluções, reconhecer limites e compreender os impactos econômicos, ambientais e sociais de cada escolha.

Publicidade

Leia Também:

É nesse espaço que a IMOB BUSINESS passa a contar com a coluna de Alexandre S. Tavares, PhD em Transição Energética e Gestão da Informação, diretor de PD&I do Instituto Safeweb e membro do BioHub Tecnopuc. A proposta editorial é aproximar conhecimento científico, inovação e realidade de mercado para ajudar profissionais e sociedade a compreenderem uma transformação que já influencia energia, cidades, indústria, construção e investimentos. A coluna pretende tornar temas complexos mais acessíveis sem simplificá-los de forma irresponsável, ampliando o debate sobre transição energética, descarbonização, eficiência, qualidade do ar e tecnologias sustentáveis. Em um momento em que o conceito de sustentabilidade também pode ser esvaziado pelo marketing, informação qualificada passa a ser instrumento para separar compromisso real de narrativa.

O imóvel do futuro não será definido apenas pela fachada, pela vista ou pela tecnologia que exibe. Cada metro quadrado envolve energia, materiais, recursos, emissões e escolhas que permanecem por décadas. Para um setor que literalmente constrói parte do mundo em que as pessoas viverão, compreender essa responsabilidade é também enxergar uma oportunidade: projetar melhor, operar com mais eficiência, reduzir desperdícios, qualificar ambientes e preparar ativos e cidades para novas exigências econômicas e ambientais. A sustentabilidade não resolverá sozinha os desafios climáticos, urbanos e energéticos do planeta, mas construção civil e mercado imobiliário têm escala para participar dessa resposta. É com essa responsabilidade que a coluna de Alexandre S. Tavares chega à IMOB BUSINESS: para ajudar o setor a entender a transição antes de apenas reagir a ela e colocar conhecimento no centro das escolhas sobre o futuro que estamos construindo.

FONTE/CRÉDITOS: Marcos Medeiros / Jornalista Responsável — MTB 14.106 / Editor-Chefe | IMOB BUSINESS

Comentários

O autor do comentário é o único responsável pelo conteúdo publicado, inclusive nas esferas civil e penal. Este site não se responsabiliza pelas opiniões de terceiros. Ao comentar, você concorda com os Termos de Uso e Privacidade.
Reporter Medeiros

Publicado por:

Reporter Medeiros

Jornalista e assessor de comunicação, com atuação em produção de conteúdo informativo, institucional e sindical. Desenvolve reportagens e projetos estratégicos com foco em credibilidade, transparência e responsabilidade social.

Saiba Mais

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp PoaNews
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR