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Terça-feira, 25 de Agosto 2026
Sustentabilidade

SafeCarbon faz história como a primeira e única brasileira acreditada pela ONU para validar créditos de carbono

Com sede em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul e acreditação oficial da UNFCCC concedida em maio de 2026, a Safecarbon coloca o Estado — e o Brasil — no mapa da infraestrutura de confiança do mercado global de carbono

Reporter Medeiros
Por Reporter Medeiros
SafeCarbon faz história como a primeira e única brasileira acreditada pela ONU para validar créditos de carbono
Luiz Carlos Zancanella, D.Sc. CEO da SafeCarbon. - Imagem / Divulgação / Marcos Medeiros
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O mercado de créditos de carbono deixou de ser pauta exclusivamente ambiental para se tornar instrumento de competitividade, geração de receita e posicionamento estratégico de países e empresas. Nesse cenário, uma empresa gaúcha acaba de conquistar um lugar raro: a Safecarbon Intermediação de Crédito de Carbono Ltda. é, até hoje, a primeira e única empresa brasileira acreditada pela Organização das Nações Unidas — por meio da UNFCCC, a Convenção-Quadro da ONU sobre Mudança do Clima — como DOE (Designated Operational Entity), entidade designada para validar e verificar projetos nos escopos de floresta e agricultura.

O que significa ser uma DOE

No mecanismo climático do Artigo 6.4 do Acordo de Paris (PACM), as DOEs funcionam como auditoras independentes do mercado de carbono. São elas que atestam que um projeto de redução ou remoção de emissões de gases de efeito estufa foi estruturado, monitorado e reportado de forma consistente, transparente e aderente a padrões internacionais.

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Na prática, a Safecarbon exerce dois papéis técnicos fundamentais para a credibilidade do sistema:

● Validação: avaliação da estrutura, elegibilidade e conformidade de um projeto antes do registro, assegurando que ele atende aos critérios metodológicos e socioambientais exigidos;

● Verificação: auditoria dos dados monitorados e dos resultados efetivamente alcançados em um período, confirmando que as reduções ou remoções de emissões reportadas são reais e baseadas em evidências.

A empresa não emite créditos de carbono — essa etapa cabe aos programas e padrões certificadores. Seu papel é garantir a integridade climática dos projetos, um elo considerado essencial para atrair investidores e compradores em um mercado que ainda luta contra desconfiança.

A acreditação na ONU

O processo começou em 14 de novembro de 2024, com a submissão inicial do pedido de acreditação à UNFCCC. A resposta veio em 21 de maio de 2026, quando a reunião do comitê de acreditação do mecanismo (SBM 021) aprovou a designação da empresa — registrada sob o número de referência A6.4E-0011 na lista oficial da ONU.
A acreditação cobre os escopos setoriais 14 e 15, respectivamente Agricultura e Florestamento e Reflorestamento, tanto para validação quanto para verificação. No site da UNFCCC, a Safecarbon consta formalmente como DOE, Luiz Carlos Zancanella, doutor em ciências, como contato e CEO da companhia. A empresa também se declara aderente ao SBCE — Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões, o mercado regulado que começa a ser estruturado no país, e já trabalha para ampliar a acreditação ao escopo de energia, hoje em processo.

Um marco em um momento histórico

A acreditação da Safecarbon chega em um momento em que o Brasil começa a formar sua própria infraestrutura de DOEs no âmbito do Artigo 6.4 — em março de 2026. Com a Safecarbon, o país ganha agora uma entidade dedicada especificamente aos ativos que mais interessam ao seu perfil produtivo: florestas e agricultura, setores em que o Brasil tem potencial competitivo global.

A mensagem que emerge é clara: o Rio Grande do Sul — e o Brasil — podem assumir posição de liderança na nova economia de baixo carbono, transformando conhecimento, governança e inovação em riqueza e desenvolvimento durável.

FONTE/CRÉDITOS: Marcos Medeiros / Jornalista — MTB 14.106 / Assessoria Inst. Safeweb membro do Biohub Tecnopuc / Rede Regional de Notícias

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Jornalista e assessor de comunicação, com atuação em produção de conteúdo informativo, institucional e sindical. Desenvolve reportagens e projetos estratégicos com foco em credibilidade, transparência e responsabilidade social.

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