José Fortunati, ex-prefeito de Porto Alegre, anunciou, em compromisso público, apoio ao Pacto Rio-grandense pela descarbonização da saúde, da sociedade e do trabalhador. No posicionamento apresentado, defendeu a construção, a partir de um marco zero, de um arcabouço jurídico voltado à proteção de trabalhadores, da sociedade e do setor produtivo diante do avanço das insalubridades e das doenças, com prioridade para a prevenção e a redução dos riscos à saúde associados à poluição do ar, tanto em ambientes domésticos quanto nos locais de trabalho.
A manifestação se apoia em evidências científicas citadas no material apresentado. Estudos indicam que a poluição do ar em ambientes fechados — onde as pessoas passam de 80% a 90% do tempo — pode ser de duas a cinco vezes maior que a do ar externo, e que gases como dióxido de nitrogênio e metano, emitidos por fogões a gás e pela indústria de energia, estão associados a doenças respiratórias e cardiovasculares (SELTENRICH, 2024; MÜNZEL et al., 2026).
O documento também cita pesquisa com 73 países segundo a qual o aumento das emissões de metano do setor energético eleva a carga de doenças do coração (MENDOZA-CANO et al., 2023), além de revisões científicas que apontam impactos da má qualidade do ar interno em hospitais sobre a saúde de trabalhadores e pacientes (LOUREIRO et al., 2025). O conjunto dessas referências é utilizado para sustentar a discussão sobre prevenção, monitoramento e qualificação do ar em espaços fechados.
Diante desse cenário, Fortunati declarou apoio a pesquisas, soluções e normas voltadas à análise e à qualificação da qualidade do ar interno em empresas e residências, associando o tema à ciência, à inovação e à transição para fontes de energia limpa e equipamentos que não emitam poluentes. Entre as evidências citadas, um estudo que substituiu fogões a gás por elétricos em 72 casas observou melhora no controle da asma, queda do dióxido de nitrogênio interno e redução das idas ao pronto-socorro (SEHGAL et al., 2026). O material relaciona a prevenção dessas exposições à possibilidade de reduzir impactos sobre o sistema de saúde e os planos de saúde.
Ao formalizar o apoio ao pacto, Fortunati também registrou reconhecimento ao trabalho de cientistas que vêm alertando para os efeitos da poluição do ar no cotidiano doméstico e profissional. No material apresentado, a adesão é enquadrada como apoio a uma pauta que articula saúde pública, proteção ao trabalhador, pesquisa científica, qualidade do ar e desenvolvimento sustentável do setor produtivo, temas que passam a integrar o debate público em torno da descarbonização e da prevenção de riscos à saúde.

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