O Sindicato dos Servidores Municipais de Torres (SIMTO) e o Centro dos Professores Municipais de Torres (CEPEMTO) manifestaram apoio ao Pacto pela Descarbonização da Saúde no RS e se colocaram à disposição para ampliar o debate entre servidores, comunidade e poder público. O posicionamento foi apresentado pelo professor Belimar da Silva Guimarães, integrante da diretoria do SIMTO e presidente do CEPEMTO, que destacou a relevância da iniciativa do Instituto Safeweb para uma base de cerca de mil associados, entre eles profissionais da saúde, da educação e servidores que circulam diariamente por ambientes coletivos.
A participação das entidades parte do entendimento de que o serviço público não atua de forma isolada da comunidade. Com presença em conselhos municipais e diferentes frentes de representação social, SIMTO e CEPEMTO identificam na descarbonização uma pauta relacionada à saúde, à educação, às condições de trabalho e à qualidade dos espaços utilizados pela população. Belimar reúne 36 anos de serviço público em Torres, passagem pela Secretaria Municipal de Educação em quatro períodos de governos distintos e atuação em conselhos das áreas de saúde, educação, Fundeb e direitos da criança e do adolescente.
No campo prático, a sustentabilidade foi apontada como um conjunto de decisões que deve estar presente nas obras, nos equipamentos e na rotina das instituições. Entre as medidas mencionadas estão o aproveitamento da água da chuva, a geração de energia solar e a adoção de soluções capazes de reduzir emissões nos ambientes internos. O SIMTO já estuda a instalação de placas solares em seus imóveis, incluindo a sede social e a sede campestre, localizada junto à Estrada do Mar, e o escritório próprio, com orçamentos de empresas em avaliação.
Nesse contexto, a transição de fogões a gás para equipamentos por indução ganha importância em cozinhas de repartições, unidades de saúde, escolas, empresas e residências. Ao eliminar a chama e a combustão no ponto de uso, a mudança pode contribuir para melhorar a qualidade do ar interno, reduzir a exposição ocupacional a poluentes e proteger a saúde de trabalhadores e usuários. A medida também fortalece a prevenção nas organizações, ao mitigar fatores de risco relacionados a condições insalubres, especialmente em cozinhas escolares que preparam refeições para centenas de alunos e concentram pessoas por períodos prolongados.
Como próximos passos, SIMTO e CEPEMTO pretendem solicitar subsídios técnicos ao Instituto Safeweb, compartilhar materiais informativos em grupos de WhatsApp e redes sociais, abrir espaço em assembleias e promover conversas com especialistas. As entidades também planejam levar o tema ao prefeito Delci Dimer e estimular estudos locais sobre equipamentos, prédios e práticas que possam ser aperfeiçoados. Para Belimar, a mobilização sindical pode provocar e sustentar o debate, mas a transformação em escala depende da recepção do tema pelo poder público, com decisões capazes de prevenir problemas, qualificar os ambientes e reduzir pressões futuras sobre a rede municipal de saúde.

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