A Bolsa de Arte, em Porto Alegre, abre suas portas nesta quarta-feira (4), a partir das 18h, para uma noite dedicada à arte contemporânea, com duas exposições e uma performance ao vivo. A programação reúne diferentes linguagens e propostas artísticas, conectando matéria, corpo, natureza e imaginário.
A primeira mostra, Omnia mutantur, nihil interit (Tudo se transforma, nada perece), tem curadoria de André Severo e reúne trabalhos de 23 artistas de diferentes gerações. A exposição propõe uma reflexão sobre as relações entre matéria, corpo e espaço, apresentando obras de nomes importantes da arte brasileira, como Anna Maria Maiolino, vencedora do Leão de Ouro pelo conjunto de sua carreira na Bienal de Veneza de 2024, e Tunga, referência da arte contemporânea nacional.
Também integram a coletiva artistas como Mauro Fuke, Saint Clair Cemin, Lia Menna Barreto, Daniel Acosta, Zé Carlos Garcia, Wagner Costa, Alex Rocca, Angelo Venosa, Artur Lescher, Barrão, Carlos Trevi, Elaine Tedesco, Farnese de Andrade, Henrique Oliveira, Hugo França, Leo Caobelli, Lidia Lisbôa, Nelson Félix, Sergio Camargo e Waltercio Caldas.
Já Espiral da voz, exposição individual de pinturas de Letícia Lopes, com curadoria de Ana Roman, apresenta uma investigação visual que aproxima imagens da natureza, referências científicas e elementos do imaginário mitológico. Mariposas, paisagens, nuvens, orquídeas e criaturas fantásticas, como o bode-peixe e o unicórnio, compõem o universo apresentado pela artista.

Em telas de grandes dimensões, as asas das mariposas ganham destaque, revelando padrões e desenhos que convidam o público a observar a natureza sob novas perspectivas. A artista utiliza fotografias, ilustrações científicas e referências da história da arte para construir composições que aproximam diferentes repertórios visuais.
“A asa de uma borboleta é um papel da natureza. A padronagem da asa é uma escrita. Como se fosse algo para ser lido”, destaca Letícia Lopes.
A programação de abertura também terá um momento especial com a apresentação de Nadir #Escaleno (2016–2026), obra do artista Túlio Pinto, realizada em parceria com Diego Passos. A performance coloca o corpo em diálogo direto com uma estrutura escultórica, ampliando a experiência sensorial e conceitual da exposição coletiva.
Com propostas distintas e complementares, as duas mostras convidam o público a explorar novas leituras sobre formas, imagens e suas transformações, em uma noite que celebra a diversidade da produção artística contemporânea.
SERVIÇO
Abertura de duas exposições na Bolsa de Arte
Quando: Hoje, 4 de novembro de 2026, das 18h às 21h.
Exposições:
Omnia mutantur, nihil interit – curadoria de André Severo.
Espiral da voz – pinturas de Letícia Lopes, com curadoria de Ana Roman.
Performance: Nadir #Escaleno (2016–2026), de Túlio Pinto, com Diego Passos.
Local: Bolsa de Arte - Rua Visconde do Rio Branco, 365, bairro Floresta, Porto Alegre.
Visitação: Segunda a sexta-feira, das 10h às 19h; sábados, das 10h às 15h.

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