Dar visibilidade a quem atua diariamente pela garantia dos direitos das mulheres e fortalecer as conexões entre iniciativas de diferentes regiões do Estado. Essa é a proposta do Femininos em Ação, mapeamento que está reunindo organizações da sociedade civil, movimentos, coletivos e outras iniciativas que trabalham pela promoção, proteção e defesa dos direitos das mulheres no Rio Grande do Sul.
A iniciativa será realizada por meio de um formulário de autodiagnóstico, preenchido pelas próprias organizações e iniciativas participantes. A pesquisa reúne informações sobre localização, áreas de atuação, projetos e serviços desenvolvidos, participação em redes e conselhos, relação com políticas públicas, fontes de recursos, principais desafios e perspectivas para os territórios.
Mais do que um cadastro, o Femininos em Ação pretende construir um panorama da força, da diversidade e da presença territorial da sociedade civil que atua em defesa das mulheres no Estado. O levantamento também busca identificar necessidades, potencialidades e oportunidades de articulação para fortalecer iniciativas e ampliar a participação social.
“Mapear é dar visibilidade a essa atuação, aproximar iniciativas e fortalecer as redes em todo o Rio Grande do Sul. Esse conhecimento também pode ajudar o Conselho a ampliar o diálogo com os diferentes territórios e fortalecer a participação social”, destaca Renata Teixeira Jardim, secretária de Formação do CEDM-RS, advogada e mestre em Antropologia Social, responsável pela coordenação da pesquisa.
Uma rede que precisa ser vista
Em diferentes cidades e territórios do Rio Grande do Sul, mulheres e organizações desenvolvem ações de enfrentamento às desigualdades, promoção da autonomia, combate à violência, geração de oportunidades, formação, acolhimento, representatividade e garantia de direitos.
O Femininos em Ação nasce justamente para identificar, conectar e fortalecer essa rede, permitindo conhecer quem são essas iniciativas, onde estão, quais são suas principais frentes de atuação e quais desafios enfrentam para continuar transformando seus territórios.
A mobilização acontece durante o mês de setembro. As organizações, coletivos e iniciativas podem participar até 10 de outubro, respondendo ao formulário de autodiagnóstico disponível em:
Formulário Femininos em Ação
Após o encerramento da participação, os dados serão compilados e sistematizados pela equipe técnica durante o mês de outubro. A previsão é de que os resultados sejam divulgados em novembro.
Sobre a Fundação Gerações
Com quase 18 anos de atuação, a Fundação Gerações (FG) trabalha para potencializar a atuação de organizações e lideranças comprometidas com a inclusão social e o desenvolvimento territorial, articulando recursos, redes e conhecimentos.
Suas atividades estão estruturadas em três eixos: desenvolvimento territorial, fortalecimento das Organizações da Sociedade Civil (OSCs) e gestão estratégica do investimento social privado.
A FG é responsável pelo Fundo Porto de Todos (FPT), primeiro fundo comunitário do Rio Grande do Sul, criado para mobilizar recursos e apoiar iniciativas de base comunitária comprometidas com o desenvolvimento local. Desde seu lançamento, em 2023, 34 projetos coletivos receberam apoio, por meio do repasse de R$ 1,6 milhão.
Sobre o Conselho Estadual dos Direitos da Mulher do Rio Grande do Sul
O Conselho Estadual dos Direitos da Mulher do Rio Grande do Sul (CEDM-RS) é um espaço de participação e controle social que reúne representantes da sociedade civil e do poder público para atuar na defesa dos direitos das mulheres e no acompanhamento das políticas públicas voltadas à promoção da igualdade, autonomia e enfrentamento à violência de gênero.
Com 14 representações regionais da sociedade civil previstas em sua legislação, o Conselho busca ampliar a participação social, fortalecer a articulação entre diferentes territórios do Estado e manter um diálogo permanente com movimentos e organizações que atuam na defesa dos direitos das mulheres.
Femininos em Ação é, sobretudo, um convite para que essas vozes sejam reconhecidas, essas histórias sejam conectadas e essa força coletiva ganhe ainda mais visibilidade no Rio Grande do Sul.
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