A Defesa Civil do Rio Grande do Sul confirmou, nesta terça-feira (18), a segunda morte provocada pelas fortes chuvas que atingem o estado desde a noite de segunda-feira, 16 de junho de 2025. A vítima é um homem de 22 anos, que estava em um carro arrastado pela correnteza em uma ponte entre Caxias do Sul e Nova Petrópolis, na Serra Gaúcha. O corpo foi localizado e retirado por equipes dos Bombeiros Voluntários.
A primeira morte confirmada foi a de uma mulher de 54 anos, cujo veículo foi submerso ao tentar atravessar uma área alagada no município de Candelária. O marido dela, de 65 anos, segue desaparecido e as buscas continuam na região.
As chuvas, que ainda persistem, já afetam diretamente pelo menos 51 municípios gaúchos. O número de desalojados e desabrigados supera os 2.300: segundo dados atualizados, cerca de 1.000 pessoas estão em abrigos públicos, enquanto outras 1.336 estão desalojadas — abrigadas em casas de parentes ou amigos.
Entre os maiores impactos estão os alagamentos, deslizamentos de terra e bloqueios de estradas. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém alertas de perigo até, pelo menos, a quinta-feira (20), principalmente para as regiões da Fronteira Oeste, Região Central e Serra Gaúcha, onde o risco de inundações e deslizamentos em áreas montanhosas permanece elevado.
No município de Canoas, por exemplo, 89 pessoas estão desalojadas e outras 28 encontram-se em abrigos. Diversos bairros da cidade estão alagados, complicando ainda mais o acesso a serviços básicos e dificultando o trabalho de socorro.
A Defesa Civil e os bombeiros seguem mobilizados em diversas frentes, mas alertam para a continuidade das chuvas e a possibilidade de agravamento do cenário nos próximos dias. A população é orientada a evitar áreas de risco e seguir as recomendações dos órgãos de segurança.

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