Aguarde, carregando...

Sexta-feira, 21 de Agosto 2026
Geral

Estudo da associa arroz e feijão a dieta mais saudável, barata e sustentável

Pesquisa com mais de 46 mil brasileiros identificou 44,5% menos inadequações nutricionais entre os maiores consumidores da dupla

Reporter Medeiros
Por Reporter Medeiros
Estudo da associa arroz e feijão a dieta mais saudável, barata e sustentável
Imagem / Divulgação
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Uma das combinações mais tradicionais da mesa brasileira pode ser também uma das mais vantajosas para a saúde, o bolso e o meio ambiente. Um estudo do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (Nupens-USP), publicado na revista científica Public Health Nutrition, identificou que pessoas com maior consumo de arroz e feijão apresentam melhor qualidade nutricional da dieta, além de menor custo alimentar e impacto ambiental.

A pesquisa analisou 46.164 brasileiros de todas as regiões do país. Entre os participantes que mais ingeriram a dupla, foram observados 44,5% menos inadequações nutricionais — indicador que considera tanto a deficiência de fibras, vitaminas e minerais quanto o excesso de açúcar, sódio e gorduras. O grupo também apresentou refeições com valores 38% mais baixos, além de redução da pegada de carbono em 17,6% e do uso de água em 21% na produção dos alimentos.

Os resultados apontam ainda que esse padrão alimentar está associado à diminuição da presença de ultraprocessados. Para a nutricionista do Hospital Moinhos de Vento, Raissa Gorczevski, o diferencial da combinação está na complementaridade nutricional.

Publicidade

Leia Também:

“O arroz fornece principalmente carboidratos, enquanto o feijão contribui com fibras, vitaminas do complexo B e minerais como ferro, magnésio e potássio. Juntos, eles também se complementam como fonte de proteína vegetal, já que os aminoácidos presentes em menor quantidade em um produto são compensados pelo outro”, explica.

Segundo ela, a combinação também favorece a saciedade. “As fibras do feijão retardam a digestão e as proteínas prolongam a sensação de estômago cheio. Isso torna a absorção dos carboidratos mais gradual, ajudando no controle da fome entre as refeições”, afirma.

*Ultraprocessados, riscos à saúde e prevenção de doenças*
O avanço dos alimentos ultraprocessados é apontado por especialistas como um dos principais desafios da saúde pública. Segundo o nutrólogo Diego Nunes, do Hospital Moinhos de Vento, esses produtos têm alta densidade calórica e baixo valor nutricional quando comparados a comidas in natura ou minimamente processadas. “Além disso, são formulados para estimular o consumo frequente”, ressalta.

O especialista destaca que o impacto desse estilo de alimentação vai além do ganho de peso, estando vinculado ao aumento do risco de obesidade, diabetes tipo 2, hipertensão e doenças cardiovasculares, bem como maior mortalidade por essas causas. Segundo ele, a literatura científica também aponta efeito protetor de padrões alimentares baseados em produtos tradicionais da culinária brasileira.

“Quando o arroz e o feijão compõem uma dieta equilibrada, com consumo de alimentos ultraprocessados apenas de forma eventual (uma vez por semana, ou menos), eles podem ter benefícios além daqueles nutricionais já conhecidos. Isso torna o arroz e o feijão alimentos funcionais, ou seja, trazem um ganho adicional para saúde humana, além de ser uma fonte saudável de nutrientes”, sustenta o nutrólogo.

*Arroz está presente em nove de cada dez lares e feijão mantém protagonismo na combinação*
O arroz está presente semanalmente em cerca de nove em cada dez lares brasileiros (91,1%), de acordo com a pesquisa da Worldpanel by Numerator encomendada pela Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz). O levantamento, realizado entre outubro de 2024 e setembro de 2025, mostra que o grão esteve em 21,7 bilhões de refeições no período, principalmente no almoço e no jantar.

O estudo indica que o feijão ainda ocupa papel central na combinação mais tradicional da mesa brasileira, acompanhando a maior parte das preparações com arroz. Para o presidente da Abiarroz, Renato Franzner, os dados revelam tanto a permanência de hábitos tradicionais quanto as transformações em curso na alimentação da população.

“O arroz segue como base da alimentação, especialmente junto ao feijão. Ao mesmo tempo, observa-se uma ampliação das formas de preparo, com maior presença em pratos que incluem vegetais e outras fontes de proteína, acompanhando uma busca crescente por opções mais práticas e equilibradas”, conclui.

FONTE/CRÉDITOS: Marcos Medeiros / Jornalista Responsável — MTB 14.106 / Editor-Chefe | IMOB BUSINESS - Jornalista Cleu Schlee

Comentários

O autor do comentário é o único responsável pelo conteúdo publicado, inclusive nas esferas civil e penal. Este site não se responsabiliza pelas opiniões de terceiros. Ao comentar, você concorda com os Termos de Uso e Privacidade.
Reporter Medeiros

Publicado por:

Reporter Medeiros

Jornalista e assessor de comunicação, com atuação em produção de conteúdo informativo, institucional e sindical. Desenvolve reportagens e projetos estratégicos com foco em credibilidade, transparência e responsabilidade social.

Saiba Mais

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp PoaNews
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR