Um esquema de rachadinha que teria desviado entre R$ 90 mil e R$ 100 mil durante o mandato do ex-vereador de São Leopoldo, Hitler Kleber Pederssetti, entre 2021 e 2022, é o foco da Operação Dia D, conduzida pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) da cidade. A investigação aponta que Pederssetti, que exerceu o cargo pelo Democratas e posteriormente concorreu a prefeito pelo Podemos, teria obrigado servidores comissionados a repassar parte de seus salários, sob ameaça de exoneração, com valores variando de R$ 600 a R$ 2,5 mil mensais.
A apuração policial revelou também um complexo esquema de lavagem de dinheiro. A companheira do ex-vereador é suspeita de utilizar a compra e venda de criptoativos para ocultar a origem ilícita dos recursos obtidos com a rachadinha. Em desdobramento da Operação Dia D, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas residências do ex-vereador e de ex-assessores, além do bloqueio bancário de R$ 72 mil nas contas dos investigados. A polícia continua investigando os crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e associação criminosa.
A investigação, que já dura mais de dois anos, teve início a partir da denúncia de um assessor que alegou ter sido coagido a repassar parte de seu salário. Documentos da Procuradoria da República de Novo Hamburgo também foram utilizados na apuração. Pederssetti já havia sido alvo de uma investigação anterior por furto de energia elétrica.
