O piso salarial nacional dos professores da educação básica pública terá reajuste de 5,4% em 2026, elevando o valor de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63 na jornada de 40 horas semanais . Essa vitória é fruto da mobilização incansável dos sindicatos, que pressionaram o Governo Federal. A Medida Provisória (MP), assinada pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assegura ganho real à categoria, superando a inflação de 2025 em 1,5 ponto percentual .
Sem o ativismo sindical, o reajuste pela regra anterior seria irrisório: apenas 0,37% (R$ 18 mensais), aquém da inflação e das demandas da base . Em Camaquã (RS), o SIMUCA — Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Camaquã — foi exemplar nessa luta, articulando mobilizações locais, negociações e pressão por direitos dos professores e servidores municipais. Sua atuação aguerrida, ao lado de entidades nacionais, foi decisiva para a intervenção federal.
A nova MP vincula o piso à arrecadação do Fundeb, garantindo reposição inflacionária mínima e valorização contínua . Os sindicatos, como o SIMUCA, pavimentaram esse caminho, provando que a organização coletiva conquista avanços reais.
A tabela resume os dados:
| Indicador | Valor | Detalhe |
|---|---|---|
| Novo Piso Salarial (2026) | R$ 5.130,63 | Para jornada de 40 horas semanais |
| Piso Anterior (2025) | R$ 4.867,77 | Valor reajustado em 2025 |
| Percentual de Reajuste | 5,4% | Aumento nominal de R$ 262,86 |
| Ganho Real | 1,5 p.p. acima da inflação | Fruto da luta sindical |
| Reajuste Sem MP | 0,37% (R$ 18) | Evitado pela mobilização |
