Em uma manifestação firme e propositiva na Câmara Municipal de Vereadores de Camaquã, nesta segunda-feira (06), o presidente do SIMUCA, Carlos Roberto Centeno Rodrigues, destacou os avanços nas tratativas com o Executivo municipal e reforçou a importância do diálogo institucional na construção de soluções concretas para os servidores públicos.
Durante sua fala, o dirigente sindical ressaltou que a entidade chegou ao debate com embasamento jurídico sólido, após análise de precedentes e experiências em outros municípios do Rio Grande do Sul e do país, o que fortalece a viabilidade das propostas apresentadas.
Segundo ele, o Executivo sinalizou positivamente à pauta, afirmando que está avaliando juridicamente todas as possibilidades para viabilizar a implementação das demandas. A expectativa é de que, em breve, uma proposta oficial seja encaminhada ao Legislativo para apreciação.
Entre os principais pontos defendidos pelo sindicato está a revisão do vale-alimentação, considerando o custo real enfrentado pelos servidores. Como alternativa, caso haja entraves jurídicos, o SIMUCA apresentou um plano B: a criação de um benefício adicional, semelhante a um “décimo terceiro” do vale, a ser pago no mês de dezembro.
Centeno também fez um apelo direto aos vereadores para que analisem as propostas com sensibilidade social, destacando o papel dos servidores públicos na sustentação das políticas municipais e lembrando o vínculo de confiança estabelecido com a população durante o processo eleitoral.
Atuação social e mobilização
Além das pautas econômicas, o presidente do SIMUCA ampliou o debate ao abordar questões sociais urgentes. Em resposta a um recente caso de feminicídio no município, o sindicato anunciou a organização de uma marcha prevista para o próximo dia 11, com a participação de instituições estaduais e federais.
A entidade também colocou à disposição da comunidade uma estrutura de atendimento multidisciplinar, com suporte jurídico, psicológico, psiquiátrico e terapêutico para mulheres vítimas de violência doméstica, reforçando o compromisso social do sindicato.
“Não podemos nos silenciar diante da violência. O silêncio nos torna cúmplices”, destacou o dirigente ao convocar a sociedade e os parlamentares a se engajarem na mobilização.
Preocupação com servidores em situação de vulnerabilidade
Outro ponto sensível abordado foi a situação de servidores em processos de revisão previdenciária, especialmente aqueles sem condições físicas e psicológicas de retorno ao trabalho. O sindicato alertou para os impactos humanos dessas decisões e colocou sua assessoria jurídica à disposição para a construção de ações coletivas que garantam direitos e dignidade a esses trabalhadores.
Centeno ainda chamou atenção para casos de servidores em atividade sem condições adequadas de saúde, defendendo uma abordagem mais humanizada nas decisões administrativas e reforçando que o SIMUCA seguirá atuando de forma permanente, inclusive no campo jurídico, para assegurar justiça e proteção aos servidores.
Compromisso com o diálogo e a luta
Encerrando sua manifestação, o presidente reafirmou o compromisso do sindicato com o diálogo institucional, mas também com a mobilização permanente em defesa da categoria.
A fala reforça o papel do SIMUCA como agente ativo não apenas nas pautas trabalhistas, mas também nas questões sociais que impactam diretamente a comunidade.

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