Porto Alegre, 29 de agosto de 2025 – Em um dos painéis mais estratégicos do Fórum Nacional de Educação Energética e Mudanças Climáticas, a participação do Dr. Caio Rocha, especialista em gestão de políticas públicas para a agricultura, foi um verdadeiro ponto de equilíbrio entre o campo e a cidade, a produção e a preservação. Com uma análise sóbria e profundamente conectada à realidade brasileira, Rocha trouxe reflexões indispensáveis sobre o papel do agronegócio na crise climática.
Sua palestra, parte do painel "O Novo Cenário Climático", destacou-se pela forma como transitou com fluidez entre os âmbitos técnico, político e profissional. Longe de apresentar uma visão única, Dr. Caio Rocha dissecou a complexidade do setor agrícola, reconhecendo-o tanto como um vetor de emissões quanto como uma poderosa ferramenta de sequestro de carbono e regeneração ambiental.
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Com a autoridade de quem já esteve à frente de secretarias e órgãos importantes do setor, ele abordou a importância crucial de políticas públicas inteligentes. "Não podemos tratar o produtor rural como um vilão, mas como um parceiro estratégico na solução. Para isso, ele precisa de crédito, assistência técnica, tecnologia acessível e, acima de tudo, segurança jurídica para investir em práticas sustentáveis", afirmou Rocha.
Ele detalhou como técnicas de agricultura de baixo carbono, como o plantio direto e a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), não são apenas benéficas para o clima, mas também aumentam a produtividade e a resiliência das propriedades rurais frente a eventos climáticos extremos. A fala de Caio Rocha foi uma aula de pragmatismo, mostrando que a sustentabilidade no campo não é uma pauta ideológica, mas uma questão de inteligência de negócio e de sobrevivência para o setor que é um dos pilares da economia nacional. Sua participação foi essencial para desmistificar conceitos e construir pontes, provando que o caminho para um futuro sustentável passa, necessariamente, pelo campo.
FONTE/CRÉDITOS: Por Marcos Medeiros / Redação PN
