Na tarde de domingo, 15 de dezembro, o ciclone subtropical Biguá atingiu o Rio Grande do Sul, provocando uma série de estragos em diversas cidades do estado. A ocorrência trouxe ventos que chegaram a 100 km/h, deixando mais de 230 mil pessoas sem energia elétrica e resultando em feridos.
Feridos e Estragos
Em Butiá, durante uma festa, uma cobertura de uma quadra esportiva foi arrancada pela força dos ventos. Um homem e um adolescente ficaram feridos, com o jovem ficando preso sob os escombros. Ele foi resgatado por amigos antes da chegada das equipes de socorro.
Além disso, outras cidades como Triunfo, Encantado, Pelotas, Capão do Leão e Arroio Grande registraram quedas de árvores, destelhamento de imóveis e bloqueios em estradas. Em várias localidades, relatando moradores dificuldades de acesso devido aos estragos.
Apagão Elétrico
A Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica (CEEE) informou que mais de 230 mil clientes ficaram sem energia elétrica, especialmente na região metropolitana de Porto Alegre e em municípios da zona sul do estado. As equipes de manutenção estão operando para restaurar a integridade, mas os danos generalizados nas redes elétricas tornam a recuperação desafiadora.
O Fenômeno
O ciclone Biguá é caracterizado como subtropical, um tipo raro na região, diferente dos ciclones extratropicais, que são mais comuns. A ocorrência está associada a uma baixa pressão atmosférica que intensifica tempestades severas. O último evento semelhante no estado foi registrado em maio de 2022.
Medidas e Alertas
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alertas sobre chuvas intensas e ventos fortes. As autoridades locais continuam monitorando a situação e coordenando esforços para atender às comunidades afetadas. O ciclone está se deslocando para alto-mar, mas seus efeitos residuais ainda podem ser sentidos em algumas áreas.
Reação e Preocupações
Diante da gravidade do ciclone Biguá, a Defesa Civil pede que os moradores permaneçam em segurança e evitem áreas de risco, como proximidades de árvores e estruturas frágeis. A cobertura das áreas afetadas deve levar dias, e o impacto das consequências reacende o debate sobre as mudanças climáticas e sua influência no aumento de eventos extremos no sul do Brasil.

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