Durante décadas, o desenvolvimento imobiliário do Litoral Norte gaúcho esteve fortemente associado à proximidade com o mar. A expansão urbana, o crescimento da população permanente e a procura por novas experiências de moradia, porém, ampliaram esse mapa. Nesse processo, a D1 Empreendimentos passou a defender uma forma própria de pensar o mercado: compreender o território antes de definir o produto que será construído.
Nascida em Capão da Canoa, a incorporadora mantém operações na cidade, em Xangri-Lá e na região denominada Costa das Marinas, em Maquiné. Seu portfólio reúne empreendimentos residenciais já entregues, como Maui, London, Milano, Paris e Lisboa, além de obras em andamento e projetos como Mônaco Grand Marina, Doha By Porsche Consulting, Occhi Marina Clube, Gaia Atlântida Residences e Cascais Soft Living.
A atuação ocorre em uma região que deixou de funcionar apenas como destino de veraneio. Capão da Canoa tinha 63.594 moradores no Censo de 2022 e população estimada pelo IBGE em 66.234 pessoas em 2025. Xangri-Lá, por sua vez, registrou 16.463 habitantes em 2022 e estimativa de 16.949 moradores em 2025. Os números ajudam a dimensionar o processo de consolidação do litoral como espaço de moradia permanente, prestação de serviços, investimento e geração de empregos durante todo o ano.
É diante dessa transformação que a D1 afirma trabalhar na escala do bairro, e não apenas na dimensão isolada de um edifício. Segundo a apresentação institucional da empresa, cada novo projeto começa pela análise do entorno, da paisagem e da vocação da área. O empreendimento é definido posteriormente, a partir das características encontradas naquele território.
Na prática, essa abordagem aparece em projetos de diferentes naturezas. Em áreas urbanas consolidadas, a empresa desenvolve edifícios residenciais com arquitetura, lazer e serviços voltados ao novo perfil de moradores do litoral. Nas margens da Lagoa dos Quadros, a estratégia passa a incorporar mobilidade náutica, preservação da paisagem, espaços de convivência e conexão com as águas interiores da região.
A leitura territorial também foi levada para um dos principais acessos de Capão da Canoa. A D1 participou da implantação de uma nova rotatória e investiu mais de R$ 500 mil no monumento “Um Novo Olhar”, concebido para representar a relação entre o mar, as lagoas e a construção civil. A intervenção foi realizada em parceria com o município e transformou a entrada da cidade em um espaço de identidade visual e debate público sobre arquitetura urbana.
O monumento sintetiza uma ideia que passou a orientar o posicionamento da empresa: o litoral não deve ser compreendido apenas pela linha da praia. Ele também é formado por lagoas, canais, áreas rurais, vias de acesso, bairros em expansão e cidades que recebem novos moradores.
Essa mudança de perspectiva ajuda a explicar a diversificação do portfólio da D1. A incorporadora passou do desenvolvimento de edifícios residenciais para projetos de maior escala territorial, complexos de saúde, condomínios náuticos e experiências associadas ao turismo e à natureza.
Mais do que ocupar terrenos disponíveis, a estratégia busca identificar vocações ainda pouco exploradas. É nesse ponto que o conceito “Um Novo Olhar” deixa de funcionar apenas como assinatura institucional e passa a representar uma metodologia de atuação.
Ao partir do território para chegar ao empreendimento, a D1 procura posicionar seus projetos como parte da transformação urbana e econômica do Litoral Norte. Uma atuação que acompanha o crescimento das cidades e, ao mesmo tempo, participa da construção dos novos endereços que começam a definir a região.

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