O Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) informou, nesta terça-feira (2), que os cenários mais pessimistas previstos para o nível do Guaíba, em Porto Alegre, não se confirmaram até o momento.
Apesar de o lago ter ultrapassado a cota de alerta — estabelecida em 3,00 metros na régua da Usina do Gasômetro — e se aproximado da cota de inundação, de 3,60 metros, as simulações mais recentes indicam que o nível da água não deve ultrapassar significativamente essa marca.
Segundo o IPH, o Guaíba deve permanecer elevado durante toda a semana, com oscilações provocadas por ventos e chuvas recentes na bacia hidrográfica. O pico está previsto para ocorrer entre a noite de quarta-feira (3) e a manhã de quinta-feira (4), podendo atingir a cota de inundação apenas em cenários mais extremos — ainda assim, sem ultrapassá-la com folga.
A redução do nível do Guaíba para patamares abaixo da cota de alerta está projetada apenas para a próxima semana, o que exige atenção contínua das autoridades e da população.
As áreas mais baixas da Região Metropolitana, como Canoas, Eldorado do Sul e os bairros das ilhas em Porto Alegre, permanecem em risco de alagamentos. A influência do vento sul e o acúmulo de chuvas mantêm a situação delicada. A Defesa Civil segue monitorando o cenário de perto.

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