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Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2025

Litoral RS

Luminol revela sangue em roupas, paredes e arma: perícia desmonta versão de acusado de feminicídio em Balneário Pinhal

 Vestígios identificados pelo IGP apontam tentativa frustrada de ocultação do crime por Odilon Pacheco da Silva, 42 anos, que lavou roupas, pintou paredes e enterrou o corpo da companheira em fossa séptica

Reporter Medeiros
Por Reporter Medeiros
Luminol revela sangue em roupas, paredes e arma: perícia desmonta versão de acusado de feminicídio em Balneário Pinhal
Foto Polícia Civil / PN / RL
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A investigação do feminicídio ocorrido em Balneário Pinhal ganhou novos elementos após a confirmação, pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP), de que o acusado Odilon Pacheco da Silva, 42 anos, tentou ocultar vestígios do crime sem sucesso. O luminol, reagente químico usado para identificar sangue mesmo após tentativas de limpeza, revelou manchas em diversos pontos da residência — e também nas roupas e no tênis do próprio suspeito.

Segundo os peritos, o luminol detectou hemoglobina residual em paredes, piso, móveis, roupas, tênis de Odilon e na faca usada no crime, indicando que o ambiente havia passado por ações de lavagem e pintura. A substância, ao reagir com o sangue, emite uma luz azul em ambientes escuros, permitindo visualizar vestígios que seriam invisíveis a olho nu. O método frustrou completamente a tentativa do acusado de eliminar provas.

A polícia afirma que Odilon lavou roupas, limpou manchas, pintou superfícies e chegou a enterrar o corpo da companheira, Geneci Maria de Assis Francisco, 57 anos, em uma fossa séptica no pátio. Mesmo assim, a perícia conseguiu reconstruir parte da dinâmica do crime, ocorrido após uma discussão entre o casal.

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O acusado foi preso em flagrante e indiciado por feminicídio, ocultação de cadáver e fraude processual. A investigação segue analisando imagens das câmeras de segurança da casa e o possível uso do cartão bancário da vítima após o homicídio, o que pode reforçar a responsabilização penal.

O caso reacende o alerta sobre a violência contra a mulher no Litoral Norte e destaca a importância do trabalho pericial em crimes de alta complexidade.

FONTE/CRÉDITOS: Por Marcos Medeiros / Redação PN / RL
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