A investigação do feminicídio ocorrido em Balneário Pinhal ganhou novos elementos após a confirmação, pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP), de que o acusado Odilon Pacheco da Silva, 42 anos, tentou ocultar vestígios do crime sem sucesso. O luminol, reagente químico usado para identificar sangue mesmo após tentativas de limpeza, revelou manchas em diversos pontos da residência — e também nas roupas e no tênis do próprio suspeito.
Segundo os peritos, o luminol detectou hemoglobina residual em paredes, piso, móveis, roupas, tênis de Odilon e na faca usada no crime, indicando que o ambiente havia passado por ações de lavagem e pintura. A substância, ao reagir com o sangue, emite uma luz azul em ambientes escuros, permitindo visualizar vestígios que seriam invisíveis a olho nu. O método frustrou completamente a tentativa do acusado de eliminar provas.
A polícia afirma que Odilon lavou roupas, limpou manchas, pintou superfícies e chegou a enterrar o corpo da companheira, Geneci Maria de Assis Francisco, 57 anos, em uma fossa séptica no pátio. Mesmo assim, a perícia conseguiu reconstruir parte da dinâmica do crime, ocorrido após uma discussão entre o casal.
O acusado foi preso em flagrante e indiciado por feminicídio, ocultação de cadáver e fraude processual. A investigação segue analisando imagens das câmeras de segurança da casa e o possível uso do cartão bancário da vítima após o homicídio, o que pode reforçar a responsabilização penal.
O caso reacende o alerta sobre a violência contra a mulher no Litoral Norte e destaca a importância do trabalho pericial em crimes de alta complexidade.

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