Faleceu nesta sexta-feira, 27 de junho de 2025, aos 90 anos, o jornalista, comentarista esportivo, escritor e professor Ruy Carlos Ostermann, um dos maiores ícones do jornalismo esportivo brasileiro. Internado no Hospital Moinhos de Vento desde maio, ele não resistiu a complicações causadas por pneumonia, agravadas após contrair dengue.
Nascido em São Leopoldo, Ruy iniciou sua trajetória jornalística em 1962 na Companhia Jornalística Caldas Júnior, mas foi nas ondas do rádio que se consagrou: teve passagens marcantes pela Rádio Guaíba e, desde 1978, na Rádio Gaúcha, onde comandou por 33 anos o emblemático programa Sala de Redação, sendo a voz que marcou gerações de ouvintes e torcedores.
Cobriu 13 Copas do Mundo, de 1966 a 2014, sempre com um estilo único — erudito, analítico e apaixonado — narrando grandes momentos de Grêmio, Internacional e Seleção Brasileira, além de contribuir com uma visão reflexiva sobre o futebol como fenômeno cultural.
Formado em Filosofia pela UFRGS, Ostermann foi também professor universitário e autor de 11 livros, como Felipão, a Alma do Penta e Meu Coração é Vermelho, onde entrelaçou esporte, sociedade e paixão clubística com sensibilidade.
Além do jornalismo, teve breve, mas significativa carreira política: foi deputado estadual e secretário de Ciência e Tecnologia e de Educação durante o governo Pedro Simon, reforçando seu papel como pensador público e cidadão comprometido com o saber.
Ruy Carlos Ostermann deixa um legado que ultrapassa o esporte. É lembrado como mestre da comunicação, defensor da ética jornalística, educador e referência na análise esportiva brasileira.
O velório será realizado neste sábado, 28 de junho, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, aberto ao público.

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