Porto Alegre registra avanço significativo na campanha de vacinação contra doenças respiratórias, com 52,3% de cobertura entre os grupos prioritários. A marca foi atingida nesta semana, representando uma etapa importante no enfrentamento de complicações sazonais e na proteção de públicos mais vulneráveis.
Apesar do bom desempenho, a procura pela vacina ainda varia consideravelmente entre os diferentes postos de saúde da capital gaúcha. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, unidades localizadas em áreas centrais ou com maior reconhecimento apresentam alta demanda, enquanto postos em bairros mais periféricos enfrentam movimento reduzido.
“O comportamento é típico de centros urbanos. A população tende a buscar locais que consideram mais confiáveis ou acessíveis, o que causa certa concentração em pontos específicos”, explica Márcia Brito, coordenadora de imunizações da SMS.
Ainda assim, o tempo de espera nas unidades tem sido considerado razoável. Relatos de longas filas são pontuais, e a maioria dos postos mantém atendimento contínuo durante o expediente.
Com a imunização avançando entre os prioritários — que incluem idosos, gestantes, pessoas com comorbidades e profissionais da saúde — cresce a expectativa de uma diminuição gradual na ocupação dos leitos hospitalares. Atualmente, a taxa de ocupação em Porto Alegre está em 85%.
A tendência, segundo especialistas, é de queda nas internações graves à medida que a proteção se amplia. “Os dados indicam que, com mais pessoas vulneráveis vacinadas, teremos menos casos que evoluem para hospitalização”, afirma o infectologista Júlio Rezende, do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.
A campanha de vacinação segue ativa nos postos de saúde, e a prefeitura reforça o chamado para que pessoas dos grupos prioritários que ainda não foram imunizadas procurem a unidade mais próxima.

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