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Sexta-feira, 02 de Janeiro de 2026

Educação Financeira

O custo da vida aumentou.

O salário não. E agora?

Simone Duarte
Por Simone Duarte
O custo da vida aumentou.
Simone Duarte - Criado por IA
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Tem uma frase que todo brasileiro já falou — ou pensou — nos últimos anos:
“Eu não sei o que acontece, mas o dinheiro simplesmente não rende mais como antes.”

É a verdade.
Não é paranóia.
O custo da vida subiu mesmo. E subiu sem pedir licença.

Só que tem uma armadilha nesse discurso:
enquanto os preços sobem como elevador,
o salário sobe como escada — quando sobe.

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E aí fica fácil cair na sensação de derrota, comparação e desespero.
Mas antes de entrar em pânico, respira:
não é culpa sua… mas é responsabilidade sua reagir.

A inflação invisível dói mais que a oficial.
Ninguém precisa de gráfico pra perceber que:

  • o mercado está mais caro,
  • o aluguel disparou,
  • a conta de luz virou vilã,
  • comer fora virou evento especial,
  • remédio subiu,
  • os serviços encareceram,
  • o que era barato virou “luxo”.

E essa inflação que você sente — aquela da vida real —
é muito maior do que a inflação que o governo anuncia.

É a inflação invisível.
Aquela que não aparece no jornal, mas aparece no carrinho do mercado.

Mas o que fazer quando parece que o mundo anda pra frente e o salário fica parado?

Aqui vem a parte reflexiva — aquela que dói, mas transforma:

1 - Aceitar que o padrão de vida mudou
Algumas coisas ficaram mais caras e ponto.
A vida pede ajustes.
E se você tenta manter o mesmo estilo de vida de antes… vai se atropelar.

Não é retrocesso.
É recalcular a rota.

2 - Parar de lutar contra a realidade
Não adianta brigar com preço, com mercado, com governo.
O que você controla é outra coisa:
SEU comportamento, SEUS números, SUAS escolhas.

3 - Entender para onde o seu dinheiro está indo
Porque quando o salário não acompanha a inflação,
a única forma de não afundar é ter clareza.

Não é controlar centavos — é controlar intenção.

O problema não é só ganhar pouco.
O problema é viver no automático.

É não perceber pequenas fugas:
um excesso aqui, um parcelamento ali, uma compra emocional acolá…

É ignorar o orçamento e esperar que as coisas “se ajeitem”.
Elas não se ajeitam — elas se acumulam.

E aqui vem a parte bonita da reflexão:

Organização financeira não muda o país,
mas muda a sua vida dentro dele.

O que você pode fazer HOJE, sem ganhar R$ 1 a mais

  • Ajustar o padrão de vida à nova realidade
  • Revisar assinaturas, hábitos e desperdícios
  • Criar uma régua simples: “prioridade x desejo”
  • Buscar renda extra estratégica — não aleatória
  • Revisar metas
  • Criar uma margem de segurança
  • Dar nome e destino para cada real

Isso não resolve a inflação.
Mas te devolve o controle.

O mundo mudou rápido.
Os preços mudaram mais rápido ainda.
E é normal se sentir perdido, culpado, sobrecarregado.

Mas existe algo libertador em admitir:
“Eu não controlo o sistema, mas controlo a minha vida.”

A organização financeira é o mapa.
A coragem é o motor.
E o primeiro passo é sempre simples:
olhar com honestidade para a própria realidade.

O salário pode estar parado,
mas a sua vida não precisa ficar.

FONTE/CRÉDITOS: Simone Duarte
Comentários:
Simone Duarte

Publicado por:

Simone Duarte

Responsável pela editoria de Educação Financeira, Simone Duarte é uma profissional que une técnica, empatia e propósito em sua missão de transformar a relação das pessoas com o dinheiro.

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