Casos de dengue disparam e deixam o Rio Grande do Sul em alerta
Viamão lidera lista de infecções no RS, que tem 474 municípios infestados pelo mosquito Aedes aegypti
O Rio Grande do Sul enfrenta um crescimento alarmante nos casos de dengue em 2025. Com 5.803 casos confirmados até o início de abril — dos quais 5.070 são autóctones, ou seja, contraídos dentro do próprio estado — a situação acende um alerta vermelho nas autoridades de saúde. Cinco mortes já foram registradas, com vítimas em Viamão e Porto Alegre.
Viamão: Epicentro do surto
Localizado na Região Metropolitana de Porto Alegre, o município de Viamão vive um dos surtos mais graves da história recente. Até 8 de abril, foram registrados 1.702 casos confirmados, representando um aumento superior a 400% em relação ao ano anterior. Em 2024, o município contabilizou apenas 66 casos no ano inteiro. Já em 2025, só no primeiro trimestre, foram 1.080.
Os bairros mais afetados são Santa Isabel, Paraíso e Augusta, onde a presença do mosquito Aedes aegypti tem se intensificado. A prefeitura aponta o descarte irregular de lixo como um dos principais fatores para a proliferação do vetor. Em resposta, a administração municipal montou um hospital de campanha para atendimento exclusivo de pacientes com sintomas da doença e intensificou ações de remoção de entulho e campanhas educativas.
Estado em alerta
A situação em Viamão reflete uma realidade que se espalha por praticamente todo o Rio Grande do Sul. Atualmente, 474 dos 497 municípios gaúchos estão infestados pelo mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Porto Alegre, além de registrar um elevado número de casos, já confirmou duas mortes por dengue em 2025.
Mesmo com uma queda de 81,8% nos casos em relação ao mesmo período do ano passado, o número absoluto continua preocupante, especialmente pela rápida disseminação em áreas urbanas e a resistência do mosquito às mudanças climáticas.
Prevenção é a principal arma
Diante do avanço da doença, as autoridades reforçam a importância da prevenção. Medidas simples podem fazer a diferença para conter a proliferação do mosquito:
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Eliminar locais com água parada, como vasos de plantas e calhas;
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Manter caixas d'água tampadas e higienizadas regularmente;
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Descartar corretamente pneus e recipientes que possam acumular água;
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Limpar piscinas e manter a água tratada com cloro.
A população também deve estar atenta aos sintomas: febre alta, dores no corpo, manchas vermelhas na pele, dor atrás dos olhos e mal-estar geral. Ao perceber sinais da doença, é essencial procurar atendimento médico imediatamente.
O desafio imposto pela dengue exige uma ação conjunta entre governo, municípios e população. Enquanto o mosquito encontrar espaço para se reproduzir, o risco continuará alto. O alerta está dado — e o combate começa dentro de casa.
