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Quinta-feira, 30 de Abril 2026
Saúde

Casos de dengue disparam e deixam o Rio Grande do Sul em alerta

Viamão lidera lista de infecções no RS, que tem 474 municípios infestados pelo mosquito Aedes aegypti

Reporter Medeiros
Por Reporter Medeiros
Casos de dengue disparam e deixam o Rio Grande do Sul em alerta
Doença demanda atenção ao acúmulo de água parada nas residências | Foto: Camila Cunha
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Casos de dengue disparam e deixam o Rio Grande do Sul em alerta

Viamão lidera lista de infecções no RS, que tem 474 municípios infestados pelo mosquito Aedes aegypti

O Rio Grande do Sul enfrenta um crescimento alarmante nos casos de dengue em 2025. Com 5.803 casos confirmados até o início de abril — dos quais 5.070 são autóctones, ou seja, contraídos dentro do próprio estado — a situação acende um alerta vermelho nas autoridades de saúde. Cinco mortes já foram registradas, com vítimas em Viamão e Porto Alegre.

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Viamão: Epicentro do surto

Localizado na Região Metropolitana de Porto Alegre, o município de Viamão vive um dos surtos mais graves da história recente. Até 8 de abril, foram registrados 1.702 casos confirmados, representando um aumento superior a 400% em relação ao ano anterior. Em 2024, o município contabilizou apenas 66 casos no ano inteiro. Já em 2025, só no primeiro trimestre, foram 1.080.

Os bairros mais afetados são Santa Isabel, Paraíso e Augusta, onde a presença do mosquito Aedes aegypti tem se intensificado. A prefeitura aponta o descarte irregular de lixo como um dos principais fatores para a proliferação do vetor. Em resposta, a administração municipal montou um hospital de campanha para atendimento exclusivo de pacientes com sintomas da doença e intensificou ações de remoção de entulho e campanhas educativas.

Estado em alerta

A situação em Viamão reflete uma realidade que se espalha por praticamente todo o Rio Grande do Sul. Atualmente, 474 dos 497 municípios gaúchos estão infestados pelo mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Porto Alegre, além de registrar um elevado número de casos, já confirmou duas mortes por dengue em 2025.

Mesmo com uma queda de 81,8% nos casos em relação ao mesmo período do ano passado, o número absoluto continua preocupante, especialmente pela rápida disseminação em áreas urbanas e a resistência do mosquito às mudanças climáticas.

Prevenção é a principal arma

Diante do avanço da doença, as autoridades reforçam a importância da prevenção. Medidas simples podem fazer a diferença para conter a proliferação do mosquito:

  • Eliminar locais com água parada, como vasos de plantas e calhas;

  • Manter caixas d'água tampadas e higienizadas regularmente;

  • Descartar corretamente pneus e recipientes que possam acumular água;

  • Limpar piscinas e manter a água tratada com cloro.

A população também deve estar atenta aos sintomas: febre alta, dores no corpo, manchas vermelhas na pele, dor atrás dos olhos e mal-estar geral. Ao perceber sinais da doença, é essencial procurar atendimento médico imediatamente.

O desafio imposto pela dengue exige uma ação conjunta entre governo, municípios e população. Enquanto o mosquito encontrar espaço para se reproduzir, o risco continuará alto. O alerta está dado — e o combate começa dentro de casa.

FONTE/CRÉDITOS: Redação PoaNews - Marcos Medeiros
Reporter Medeiros

Publicado por:

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Jornalista e assessor de comunicação, com atuação em produção de conteúdo informativo, institucional e sindical. Desenvolve reportagens e projetos estratégicos com foco em credibilidade, transparência e responsabilidade social.

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