As fortes chuvas que atingem o Rio Grande do Sul desde a noite de segunda-feira (16) já provocaram impactos devastadores em mais de 50 municípios do estado. De acordo com o boletim mais recente da Defesa Civil, divulgado nesta terça-feira (18), pelo menos 1.387 pessoas estão fora de suas casas — 628 desabrigadas e 759 desalojadas.
Municípios em Estado Crítico
A cidade de Jaguari decretou estado de calamidade pública após o Rio Jaguari ultrapassar 13 metros, mais que o dobro do nível normal. No local, 600 pessoas estão desabrigadas e outras 600 desalojadas.
Em Santa Cruz do Sul, 179 pessoas foram acolhidas em abrigos temporários, e cerca de 400 estão desalojadas. Os bairros Várzea e Navegantes são os mais atingidos.
Santa Maria também registrou 36 pontos de alagamento, com 9 pessoas em abrigos e 178 afetadas diretamente, além de 34 casas danificadas.
Outras cidades afetadas incluem:
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Encruzilhada do Sul: 30 desalojados, 150 afetados e 15 casas inundadas.
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Cachoeira do Sul: 13 desabrigados e 7 desalojados.
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Arvorezinha: duas pessoas retiradas de áreas de risco.
Vítimas e Desaparecimentos
Duas mortes foram confirmadas, uma em Candelária e outra em Nova Petrópolis, ambas associadas a deslizamentos e alagamentos. Uma pessoa continua desaparecida.
Alerta Máximo e Previsão
A situação meteorológica permanece crítica. Cidades como Jaguari já registram 286 mm de chuva só neste mês de junho, o que representa mais que o dobro da média histórica para o período.
Rios como o Taquari, Caí e Pardinho estão sob alerta máximo, com risco iminente de transbordamento.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém alertas de "Perigo" e "Grande Perigo" para novas tempestades, válidos até quinta-feira (19). A previsão é de continuidade das chuvas intensas, com possibilidade de novos alagamentos, deslizamentos e elevações súbitas dos rios.
Mobilização e Monitoramento
A Defesa Civil segue em monitoramento constante e realiza ações de resgate, remoção de famílias e assistência emergencial nas áreas mais afetadas.
As autoridades pedem que moradores de áreas de risco fiquem atentos aos alertas oficiais e busquem abrigo seguro caso necessário.

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