O Dique do Sarandi, localizado na Zona Norte de Porto Alegre, passa por uma das maiores intervenções de sua história. Após os danos causados pela enchente de maio de 2024, que afetou severamente o bairro Sarandi e a Vila Nova Brasília, a prefeitura intensificou as obras de reconstrução da estrutura — com destaque para a remoção de aproximadamente 3,5 mil metros cúbicos de resíduos. O volume é superior ao de uma piscina olímpica, cuja capacidade é de cerca de 2,5 mil metros cúbicos.
O dique integra o sistema de contenção contra cheias do Rio Gravataí, e foi severamente afetado por infiltrações e rompimentos durante a catástrofe climática. Desde então, a gestão municipal iniciou um cronograma emergencial de limpeza, retirada de casas irregulares em áreas de risco, e reconstrução com reforço de engenharia. A nova estrutura está sendo elevada para cerca de 5,8 metros, buscando suportar enchentes de magnitude similar à registrada em 2024.
Mesmo diante de entraves judiciais envolvendo a remoção de famílias que ocupavam a faixa de segurança, a prefeitura avança com as obras, justificando a urgência em evitar novas tragédias. O processo envolve também a recomposição do solo e o aumento da capacidade de contenção do dique.
A meta é garantir mais segurança para os moradores da região e restaurar a eficácia do sistema de proteção hidrológica da capital gaúcha. O trabalho no Dique do Sarandi é símbolo da resiliência de uma cidade que, mesmo diante de grandes perdas, busca reconstruir com responsabilidade e planejamento.
