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Saúde

Emergências Lotadas: Clínicas de Porto Alegre Atende com 220% da Capacidade

Superlotação atinge níveis alarmantes no Hospital de Clínicas e em outras emergências da capital; pacientes de fora da cidade agravam cenário já crítico

Reporter Medeiros
Por Reporter Medeiros
Emergências Lotadas: Clínicas de Porto Alegre Atende com 220% da Capacidade
O Hospital de Clínicas de Porto Alegre restringiu os atendimentos na emergência, que está com 254% de lotação | Foto: Ricardo Giusti
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O sistema de saúde da capital gaúcha vive um de seus momentos mais delicados. No último domingo (25), o Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) operava com 220% de ocupação na emergência adulta e 229% na pediátrica — mais do que o dobro da capacidade instalada. A instituição está restringindo os atendimentos, priorizando apenas os casos mais graves.

A situação é reflexo de um colapso regional agravado por doenças respiratórias típicas do outono e pela sobrecarga de pacientes vindos de municípios vizinhos. Somente em 2024, 52% dos atendimentos em hospitais de alta complexidade da capital foram para moradores de cidades como Alvorada, Viamão, Gravataí, Canoas e Cachoeirinha.

Além do Clínicas, outras unidades enfrentam cenário semelhante: a Santa Casa opera com 236% de ocupação; o Hospital São Lucas da PUCRS, com 360%; e o Conceição, com 143% na emergência adulta e 114% na pediátrica. Unidades de pronto atendimento (UPAs e PAs) também estão superlotadas, como a UPA Moacyr Scliar (288%) e o PA Bom Jesus (192%).

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A principal causa da explosão na demanda é o aumento expressivo de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), que atinge adultos e crianças. Em resposta, a Prefeitura de Porto Alegre decretou situação de emergência em saúde pública no dia 16 de maio, válida por 90 dias.

Hospitais pedem à população que só busque as emergências em situações graves. Para casos leves, a recomendação é procurar unidades básicas de saúde (UBSs) e prontos atendimentos municipais. Paralelamente, está em curso uma operação conjunta entre Estado e Prefeitura para transferir pacientes estáveis de volta a seus municípios de origem.

A crise que atinge Porto Alegre é, na verdade, um espelho do colapso da saúde em toda a Região Metropolitana. Com estruturas saturadas e recursos escassos, cidades vizinhas acabam pressionando ainda mais a rede da capital, que tenta evitar um apagão total no atendimento hospitalar.

FONTE/CRÉDITOS: Redação PoaNews - Marcos Medeiros
Reporter Medeiros

Publicado por:

Reporter Medeiros

Jornalista e assessor de comunicação, com atuação em produção de conteúdo informativo, institucional e sindical. Desenvolve reportagens e projetos estratégicos com foco em credibilidade, transparência e responsabilidade social.

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