As três maiores entidades do setor produtivo do Rio Grande do Sul — Federação da Agricultura (Farsul), Federação do Comércio de Bens e de Serviços (Fecomércio-RS) e Federação das Indústrias (Fiergs) — assinaram, nesta sexta-feira, 27 de junho, um manifesto conjunto que pressiona o governo estadual a agir imediatamente para desassorear rios, recuperar diques e acelerar obras de proteção hidráulica. O documento foi encaminhado diretamente ao governador Eduardo Leite.
As federações alertam que o assoreamento comprometia a navegação e a segurança hídrica mesmo antes das grandes enchentes de 2024 e que, sem obras estruturais, “a realidade das comunidades atingidas não permite aceitar mais atrasos”. O texto é assinado pelos presidentes Gedeão Pereira (Farsul), Luiz Carlos Bohn (Fecomércio-RS) e Claudio Bier (Fiergs).
Principais pontos do manifesto
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Desassoreamento sistemático e permanente de rios e canais
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Construção, recuperação e manutenção contínua de diques e sistemas de drenagem
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Planos técnicos regionalizados, baseados em ciência e participação comunitária
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Liberação ágil de recursos estaduais e federais
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Medidas administrativas que acelerem licenças e processos burocráticos
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Transparência e monitoramento público das ações
As entidades reconhecem esforços já feitos pelo Estado, mas pedem “maior celeridade” na contratação das empresas responsáveis pela dragagem, afirmando que o atraso de dois anos para o início dos serviços “não é compatível com a urgência das comunidades afetadas”.
Até o fechamento desta reportagem, o governo do Rio Grande do Sul não havia se manifestado oficialmente sobre o manifesto.

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