Uma operação conjunta realizada nesta terça-feira (24) expôs uma chocante realidade em Sapucaia do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Uma força-tarefa coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com apoio do Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Sul (MPT-RS), Polícia Federal (PF) e a assistência social do município, resgatou 11 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão em uma empresa de reciclagem.
Os homens, com idades entre 41 e 64 anos, desempenhavam atividades de triagem de lixo em jornadas exaustivas de 12 a 16 horas diárias, sem descanso semanal e recebendo salários irrisórios. O cenário encontrado era alarmante: os trabalhadores estavam alojados em um galpão precário, sem janelas, com piso de terra batida, sem banheiro, sem ventilação e com esgoto acumulado. O telhado possuía frestas por onde entrava água da chuva, agravando ainda mais a insalubridade do local.
De acordo com as autoridades, os trabalhadores dormiam em camas improvisadas e estavam isolados, submetidos a uma rotina de exploração e abandono. O proprietário do galpão foi preso em flagrante e responderá por crime de redução de pessoas à condição análoga à escravidão.
A Secretaria Municipal de Assistência Social de Sapucaia do Sul está prestando apoio imediato às vítimas, com oferta de alojamento digno, alimentação e acolhimento psicológico. O caso acende um alerta sobre as condições de trabalho no setor de reciclagem e reforça a importância da fiscalização contínua.
