O nível do Guaíba deve continuar oscilando entre 3 e 3,60 metros até, pelo menos, sexta-feira (4), conforme previsão do hidrólogo Fernando Fan, do Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) da UFRGS. A marca de 3,60m representa a cota de inundação na régua da Usina do Gasômetro, em Porto Alegre.
Nos últimos dias, o Guaíba registrou uma elevação rápida de cerca de 30 centímetros, principalmente devido à atuação do vento Sul na Lagoa dos Patos. Esse fenômeno empurra a água em direção à capital, dificultando o escoamento e provocando a elevação repentina dos níveis.
Embora as chuvas recentes tenham sido abaixo do esperado para o final de semana, os ventos continuam sendo o principal fator de risco. Além disso, o aumento do volume dos rios Caí e Jacuí, que estão em situação de cheia em diversos pontos, deve colaborar para manter o Guaíba em patamares elevados nos próximos dias.
Ainda que o cenário mais crítico tenha sido descartado, a chegada da água desses afluentes deve manter o alerta em toda a região metropolitana. A boa notícia é que o sistema de contenção da capital — com comportas e bombas — segue operando dentro da capacidade prevista.
Segundo especialistas, se o vento Sul perder força nos próximos dias, é possível que o nível do Guaíba se estabilize ou até comece a cair gradualmente. Entretanto, pequenas oscilações ainda podem ocorrer com variações de vento e entrada de águas de bacia.
Em resumo:
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O Guaíba deve oscilar entre 3m e 3,60m até sexta-feira.
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A principal causa da elevação recente é o vento Sul, e não a chuva.
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Rios Caí e Jacuí, em cheia, contribuem para manter os níveis elevados.
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O sistema de contenção de Porto Alegre está preparado para a situação.
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A tendência é de estabilidade ou leve queda, se o vento Sul enfraquecer.

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