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Domingo, 18 de Janeiro de 2026

Justiça

Homem é condenado a 29 anos por feminicídio de companheira grávida em Viamão

Crime ocorreu após término do relacionamento; promotora destaca que vítima foi executada a tiros, e sentença reafirma a intolerância da Justiça contra a violência de gênero

Reporter Medeiros
Por Reporter Medeiros
Homem é condenado a 29 anos por feminicídio de companheira grávida em Viamão
Foto/Reprodução Internet
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Em uma decisão que evidencia a severidade do Judiciário frente à violência contra a mulher, um homem foi condenado a 29 anos de prisão pelo assassinato de sua companheira grávida, em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre (RS). O crime, caracterizado como feminicídio, ocorreu após o término do relacionamento, motivado pela não aceitação do fim por parte do réu.

A promotora de Justiça Aline Baldissera, que representou o Ministério Público no julgamento, afirmou que a vítima foi morta a tiros. O julgamento, realizado nesta semana, reforça a importância de uma resposta rápida e firme das instituições diante de crimes de gênero — especialmente em um país onde os índices de feminicídio seguem alarmantes.

“Essa condenação é um recado claro de que a sociedade e a Justiça não toleram mais esse tipo de violência. A vítima estava grávida e indefesa, o que torna o crime ainda mais brutal e revoltante”, declarou Baldissera após a leitura da sentença.

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Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou mais de 1.400 feminicídios em 2023, número que indica a urgência de políticas públicas e de uma atuação rigorosa para frear essa epidemia silenciosa. O caso em Viamão se junta a uma série de outros que demonstram como o fim de relacionamentos ainda é um dos principais gatilhos para feminicídios no país.

A condenação representa não apenas uma vitória da Justiça, mas um passo necessário para proteger outras mulheres em situação de vulnerabilidade. Organizações feministas e de direitos humanos elogiaram a atuação do Ministério Público e da Justiça gaúcha, cobrando, no entanto, que a prevenção e o apoio a vítimas sejam ampliados com urgência.

FONTE/CRÉDITOS: Redação PoaNews - Marcos Medeiros
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