O falecimento de Joacir Martinello, em 23 de maio de 2025, encerrou uma trajetória pessoal diretamente ligada à formação e ao amadurecimento da Joma no Litoral Norte Gaúcho. Nascido em 8 de março de 1960, em Maracajá, no sul de Santa Catarina, ele cresceu em uma família numerosa sustentada pela agricultura familiar e, na década de 1980, mudou-se para o litoral gaúcho em busca de novas perspectivas. Sua entrada na construção civil ocorreu pela base: trabalhou como servente de pedreiro, depois como pedreiro e carpinteiro, acumulando conhecimento prático que mais tarde sustentaria seu caminho empresarial.
Com economias formadas ao longo dos anos de trabalho, Joacir adquiriu o primeiro terreno e construiu uma residência unifamiliar. A venda dessa unidade abriu espaço para novas operações e, ao perceber maior dinamismo em Capão da Canoa, transferiu para o município a base de atuação que daria origem à Joma, nome formado pelas sílabas iniciais de Joacir Martinello. O movimento marcou a passagem de uma experiência essencialmente artesanal para uma atividade empresarial organizada em torno da construção e incorporação.
Antes da verticalização, a construtora concentrou parte importante de sua atuação em residências em Xangri-lá. Em 1991, a entrega do Edifício Mont Serrat inaugurou uma nova etapa, seguida por uma linha do tempo que chegaria a 14 edifícios, com evolução de plantas, fachadas, áreas sociais, padrões de acabamento e soluções arquitetônicas. Ao longo das décadas, a trajetória da Joma passou a acompanhar a própria sofisticação do mercado imobiliário de Capão da Canoa.
Nos anos mais recentes de sua vida, Joacir viu a empresa alcançar uma fase de maior exclusividade construtiva. A Casa Sense, concluída em 2021 em condomínio de Xangri-lá, e o Edifício Joacir Martinello, entregue em 2024 na beira-mar de Capão da Canoa, sintetizam esse período. A torre que recebeu seu nome, situada na Avenida Moema, foi apresentada no relatório como um projeto de perfil ultraexclusivo, com unidades avaliadas em até R$ 10 milhões.
A relevância de Joacir Martinello para a história da Joma está menos em um único edifício do que na continuidade de uma construção empresarial iniciada a partir do trabalho nos canteiros. Da primeira casa à consolidação de um portfólio de alto padrão, sua trajetória atravessou diferentes ciclos do Litoral Norte e permaneceu associada a valores como rigor na execução, honestidade comercial e respeito aos prazos. Até seu falecimento, em 2025, esse conjunto de práticas já constituía o principal legado institucional deixado à família e à construtora.

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