O município de Rio Grande, no sul do estado, volta a enfrentar alagamentos em áreas urbanas e ilhas próximas devido à elevação do nível da Lagoa dos Patos, que atingiu 1,02 metro, ultrapassando em 21 centímetros a cota de inundação para a região.
O fenômeno, segundo especialistas, é resultado do grande volume de água recebido da bacia do rio Guaíba e outros afluentes, somado aos ventos intensos de leste e sudeste, que dificultam o escoamento para o oceano. Com isso, ocorre o represamento das águas, gerando alagamentos em ruas centrais e nas ilhas de Torotama, Marinheiros e Leonídio.
Apesar da gravidade, até a tarde de sábado (28) não havia registro de moradores desalojados. A prefeitura mantém três abrigos abertos de forma preventiva, nos bairros França Pinto, Povo Novo e na Igreja do Salvador, para atender eventuais famílias afetadas.
A Defesa Civil de Rio Grande segue monitorando a situação e alerta moradores de áreas vulneráveis para que fiquem atentos às atualizações oficiais. Embarcações estão preparadas para possíveis resgates e as equipes reforçaram o patrulhamento em locais alagados.
Comparando com a enchente histórica de 2024, as autoridades afirmam que, embora o cenário atual seja preocupante, os impactos são mais localizados e menos severos, com volumes de chuva menores e efeitos concentrados na zona sul do estado.
“É fundamental que a população de áreas de risco siga os boletins da Defesa Civil e mantenha atenção às orientações oficiais,” reforça o coordenador do órgão.
RESUMO DA SITUAÇÃO:
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Nível da Lagoa dos Patos: 1,02 metro (21 cm acima da cota)
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Ventos de leste e sudeste dificultam escoamento
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Alagamentos em zonas baixas e ilhas do município
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Três abrigos abertos de forma preventiva
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Defesa Civil em alerta permanente
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Situação menos crítica que a enchente de 2024

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