PORTO ALEGRE – Em meio a intensas chuvas que atingem o Rio Grande do Sul, o governador Eduardo Leite tem se mantido na linha de frente da comunicação e da coordenação das ações. Nesta quarta-feira (18), Leite afirmou que os volumes de precipitação já superam 350 mm em diversas regiões, com projeção de até 450 mm em algumas áreas, o que representa o dobro ou o triplo da média mensal. No entanto, ele fez questão de ressaltar que a situação, embora grave, não se compara à catástrofe de maio de 2024.
Leite destacou que, até o momento, cerca de 2 mil pessoas estão desalojadas ou desabrigadas, um número consideravelmente menor que na tragédia do ano anterior, quando os acumulados de chuva ultrapassaram 1.000 mm em certas localidades. “Até aqui, as informações não dão conta de qualquer coisa parecida com o que o Estado vivenciou no ano passado”, pontuou o governador.
As regiões dos Vales do Taquari e do Caí seguem sob vigilância constante, com risco de inundações em áreas ribeirinhas. O Rio Taquari, por exemplo, já transbordou em Lajeado, atingindo 19,24 metros, acima da cota de inundação. Leite também alertou para a possibilidade de deslizamentos de terra nos próximos dias, principalmente nas encostas do Vale do Rio Pardo e do Taquari, devido ao solo encharcado.
O governador reforçou que, após a tragédia de 2024, o Estado está mais preparado para enfrentar eventos extremos. Houve um significativo reforço nas equipes da Defesa Civil, Corpos de Bombeiros e Brigada Militar, além da otimização de equipamentos e estruturas para uma resposta mais ágil e eficiente às emergências climáticas. Ele também salientou que muitos dos transtornos na Região Metropolitana de Porto Alegre estão relacionados a problemas de drenagem urbana, e não diretamente a inundações de rios.
Eduardo Leite continua a atualizar a população por meio das redes sociais e em entrevistas, enfatizando a necessidade de atenção, mas pedindo calma diante de um cenário que, embora preocupante, não atinge a mesma magnitude do evento extremo de 2024. A Defesa Civil e os órgãos estaduais prosseguem monitorando as áreas críticas, especialmente os vales, e as equipes de resposta seguem em alerta.

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