Um motorista de transporte escolar foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) a 100 anos, dois meses e 20 dias de prisão por estupro de crianças e adolescentes menores de 14 anos, incluindo suas duas filhas, enteadas e alunas com deficiência intelectual. Os crimes ocorreram entre 2012 e 2024, enquanto ele transportava as vítimas no ônibus escolar municipal em Erebango, na Região Norte do estado.
Além da pena de reclusão, o homem foi condenado à perda do cargo público, à perda do poder familiar sobre uma das filhas e ao pagamento de indenização mínima de R$ 10 mil para cada vítima, a título de danos morais. A decisão também determinou a inclusão do nome dele no Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Crime de Estupro. Ele permanece preso preventivamente enquanto recorre da sentença.
A investigação teve início em maio de 2024, após denúncia de um pai e uma denúncia anônima que indicaram múltiplas vítimas. Câmeras de monitoramento instaladas no interior do ônibus escolar flagraram o acusado cometendo os abusos. A Justiça considerou que os crimes foram praticados de forma dolosa, com intenção consciente, e que ele se aproveitou da confiança depositada nele como servidor público, do vínculo familiar e da função para cometer os abusos.
A Prefeitura de Erebango rescindiu unilateralmente o contrato do servidor e manifestou repúdio aos crimes, além de anunciar medidas para combater práticas de desrespeito e instalar videomonitoramento em todos os veículos do transporte escolar municipal.

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