O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) intensificou as ações de busca ativa em Taquara para identificar e apoiar vítimas de abusos sexuais atribuídos a Ramiro Gonzaga Barros, preso em janeiro de 2025. A iniciativa visa acolher crianças e adolescentes que possam ter sido alvos do investigado, após revelações alarmantes sobre a extensão dos crimes.
A investigação teve início após uma menina de nove anos relatar à mãe que estava sendo ameaçada por um desconhecido na internet. A denúncia revelou que o suspeito utilizava perfis falsos nas redes sociais, onde se passava por outras crianças para manipular e coagir vítimas a enviarem fotos íntimas. As ameaças persistiam com o objetivo de obter ainda mais conteúdo.
Durante a apuração, a polícia encontrou centenas de arquivos de pornografia infantil nos dispositivos de Barros. As autoridades já identificaram 127 vítimas, mas há indícios de que o número real pode ultrapassar 750, de acordo com a quantidade de pastas com nomes e imagens localizadas em seu computador.
Os crimes não se limitaram ao ambiente virtual. Ramiro Gonzaga Barros também atuava presencialmente com crianças em aulas de violão, artes marciais e projetos sociais, o que amplia a complexidade e gravidade do caso. O Instituto-Geral de Perícias segue analisando o material apreendido.
Para garantir a proteção das vítimas, o MP-RS, por meio das Centrais de Atendimento às Vítimas, está oferecendo suporte psicológico e promovendo escutas especiais. A busca ativa inclui visitas a famílias que, muitas vezes, ainda desconhecem que seus filhos foram vitimados.
A população pode colaborar com as investigações através do telefone da Polícia Civil de Taquara: (51) 98443-3481. Outras opções de denúncia incluem o Disque 100, Brigada Militar (190), Polícia Civil (181) e os Conselhos Tutelares.
