A Polícia Civil do Rio Grande do Sul concluiu, nesta quarta-feira, 29 de maio de 2025, o inquérito que investigava a morte de Edelvânia Wirganovicz, condenada por envolvimento no assassinato do menino Bernardo Boldrini, em 2014. O laudo final da apuração classificou o caso como suicídio, descartando qualquer indício de crime ou participação de terceiros.
Edelvânia foi encontrada morta no pátio do Instituto Penal Feminino de Porto Alegre no dia 22 de abril deste ano, onde cumpria pena em regime semiaberto. Segundo a investigação, ela deixou a cela sozinha e transportou uma escada metálica até o local onde, posteriormente, foi encontrada com sinais de enforcamento. As imagens de câmeras de segurança confirmaram que não houve interação com outras pessoas no momento do ocorrido.
Durante a apuração, a Polícia ouviu depoimentos de agentes penitenciários e outras detentas, além de analisar documentos internos da unidade. Testemunhas relataram que Edelvânia apresentava comportamentos indicativos de ideação suicida, influenciados pela culpa em relação ao crime, sensação de abandono familiar e quadro emocional instável. Apesar de ter recebido atendimento emergencial no momento em que foi encontrada, ela não resistiu.
Edelvânia Wirganovicz foi condenada a 22 anos e 10 meses de prisão por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Ela era amiga da madrasta de Bernardo e colaborou com as investigações, inclusive revelando o local onde o corpo do menino havia sido enterrado. O caso, que chocou o país em 2014, levou à condenação de quatro pessoas, com penas que variaram entre 9 e 34 anos.
Com a conclusão do inquérito, a Polícia Civil arquiva o caso, encerrando as especulações em torno da morte da detenta. O episódio reacende discussões sobre saúde mental no sistema prisional e os limites do cumprimento de penas em ambientes de vulnerabilidade psíquica.
