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Quarta-feira, 22 de Abril 2026
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Polícia Civil Desmantela Esquema de Venda de Carne Estragada em Porto Alegre

Investigação expõe grupo criminoso que lucrou com carne submersa durante enchente, colocando em risco a saúde pública.

Reporter Medeiros
Por Reporter Medeiros
Polícia Civil Desmantela Esquema de Venda de Carne Estragada em Porto Alegre
Operação mira empresa que vendeu carnes estragadas nas enchentes de Porto Alegre Foto/Divulgação
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro, por meio da Delegacia do Consumidor (Decon), desencadeou em 22 de janeiro de 2025 a Operação Carne Fraca, com o objetivo de desarticular um esquema criminoso de venda de carne bovina imprópria para o consumo humano. A operação, realizada nesta quarta-feira (22), resultou na prisão de quatro pessoas ligadas a uma empresa de Três Rios. Durante as ações, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em diversos endereços relacionados aos investigados, e um homem foi preso em flagrante.

Contexto e Magnitude do Crime

A operação revelou que o grupo criminoso adquiriu cerca de 800 toneladas de carne bovina que havia ficado submersa por vários dias durante a enchente que atingiu Porto Alegre em 2024. Inicialmente, os sócios da empresa investigada alegaram que a carne seria destinada à produção de ração animal. No entanto, as investigações apontaram que o produto foi, na verdade, reintroduzido no mercado para consumo humano, gerando lucros exorbitantes, superiores a 1.000%.

Durante as diligências, os agentes encontraram produtos estragados armazenados inadequadamente em freezers e caixas de papelão. Foram apreendidos documentos e evidências que indicam a extensão e o alcance nacional das atividades ilegais do grupo.

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Crimes e Riscos à Saúde Pública

Os envolvidos na operação poderão responder por diversos crimes graves:

  • Associação criminosa: Formação de grupo organizado para a prática de crimes.

  • Receptação: Adquirir ou comercializar produtos de origem ilícita.

  • Adulteração e corrupção de alimentos: Alteração de produtos destinados ao consumo humano, colocando em risco a saúde pública.

Essas infrações, além de ameaçarem a segurança alimentar, têm potencial de comprometer a confiança dos consumidores e gerar impactos econômicos no setor alimentício.

Consequências Legais e Administrativas

Se comprovada a participação de servidores públicos na facilitação do esquema, as punições podem incluir:

  • Corrupção passiva: Pena de 2 a 12 anos de reclusão, além de multa.

  • Prevaricação: Detenção de três meses a um ano, mais multa, e sanções como exoneração.

  • Lavagem de dinheiro: Reclusão de 3 a 10 anos, com multas e bloqueio de bens.

Além das sanções criminais, os responsáveis podem enfrentar ações civis por danos à saúde pública, com possibilidade de pesadas indenizações.

Colaboração Interestadual e Segurança Alimentar

A Operação Carne Fraca foi desencadeada graças à colaboração entre a Delegacia do Consumidor do Rio de Janeiro e a Delegacia do Consumidor do Rio Grande do Sul, evidenciando uma rede criminosa que explorou a tragédia das enchentes para obter lucro à custa da saúde pública.

Esta operação sublinha a seriedade das infrações que comprometem a integridade dos alimentos. Garantir a segurança alimentar é fundamental para proteger a saúde da população e evitar tragédias causadas por práticas irresponsáveis.

FONTE/CRÉDITOS: Redação Trinoo - Marcos Medeiros
Reporter Medeiros

Publicado por:

Reporter Medeiros

Jornalista e assessor de comunicação, com atuação em produção de conteúdo informativo, institucional e sindical. Desenvolve reportagens e projetos estratégicos com foco em credibilidade, transparência e responsabilidade social.

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